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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Resenha: Ruin: Part One - Deborah Bladon

Ruin é uma novella - um romance curtinho. É o primeiro livro de uma trilogia, e basicamente nos apresenta as personagens e a história que será contada. Nele, nós conhecemos Kayla, que está voltando de Boston depois de ser deixada pelo namorado, que foi "perseguir seus sonhos". No vôo de volta para Nova York, onde ela morava antes, ela conhece Ben, um homem alto e bonito que lhe chama a atenção desde o primeiro momento em que ela o vê.

Papo vai, papo vem, Kayla acaba indo parar na cama de Ben. No dia seguinte, ela vai para a casa de sua melhor amiga, que mora com o noivo. Passam-se semanas até Kayla encontrar, ao acaso, Ben novamente. E nesse encontro, Kayla acaba descobrindo um segredo que interliga Ben com o noivo de sua melhor amiga. O passado de Ben o atormenta, e faz com que aqueles que Kayla considera como família não a queiram perto dele.

"Ruin" se destaca pelo enredo que a Deborah Bladon criou em torno do Ben e tudo ligado ao passado dele. Apesar de ter cenas de sexo explícito, diferente de muitos romances atuais, esse não é o foco do livro. Não tem uma cena de sexo a cada duas de outra coisa. Elas são moderadas e bem inseridas. Toda a questão em volta da história do Ben e do Noah, noivo da melhor amiga de Kayla, também é bem desenvolvida, com uma questão sendo respondida enquanto outras mil se formulam.

O livro é bem curtinho mesmo, pouco mais de oitenta páginas, e como quase toda novella (que faz parte de uma série), acaba com um cliffhanger, ou seja, aquela cena que te deixa com um gostinho de "quero mais", louca para ler o próximo volume. Felizmente, os três livros da série já foram lançados e estão disponíveis na Amazon. Eles foram lançados de forma independente, apenas em e-book.

87 páginas | Ruin #1 | Publicação Independente


quarta-feira, 5 de março de 2014

Resenha: Lick – Kylie Scott

Evelyn acorda em um lugar estranho. Lembra que veio para Las Vegas para se soltar um pouco; uma aventura em sua vida pacata. Naquela manhã, ela descobre que casou-se com um estranho, que parece profundamente chateado com o fato de ela não lembrar de nada sobre a noite anterior. Posteriormente, Ev descobre que o homem estranho é na verdade muito famoso: David Ferris, guitarrista da banda Stage Dive.

Por ter se tornado esposa de um participante de uma das bandas mais famosas do país, Evelyn tornou-se uma celebridade. Para tirar a garota da mira da mídia, David decide levá-la para sua casa em Los Angeles, mas Ev não é bem recepcionada lá. As pessoas são muito diferentes das quais ela está acostumada, além de não a aceitarem muito bem. Para completar, David ainda está irritado com ela, por motivos que ela desconhece.

Depois de uma briga mais séria, David e Evelyn decidem dar um tempo da cidade grande e vão para a casa dele em Monterey. Decididos a, pelo menos, serem amigos, eles passam a conhecer melhor um ao outro, desvendando os porquês de terem se atraído tão rapidamente em Las Vegas. Mas David tem muitos segredos, e quando eles vêm à tona, é difícil para Ev continuar ao seu lado. Resta saber se o amor dos dois é tão forte quanto parece ser - ao ponto de superar as cicatrizes do passado de David.

Comecei a ler "Lick" por indicação de uma amiga e confesso que no começo a leitura não estava fluindo muito bem. Não simpatizei com o David, e por Ev não se lembrar de nada e ele não querer revelar o que aconteceu em Las Vegas, muitos acontecimentos ficam confusos até certa parte do livro, o que o tornou um pouco menos interessante para mim. Mas à medida que a história foi se desenrolando, as personagens foram passando mais tempo juntas e o leitor percebe a química entre eles, fica cada vez mais difícil parar  a leitura.

Eu gostei da forma como a autora desenvolveu a história, mostrando aos poucos o que aconteceu em Vegas, e também o envolvimento entre Evelyn e David. Mas justamente o guitarrista da Stage Dive foi a personagem que simplesmente não entrou no meu coração. Eu entendi, mas meio que não entendendo, seus motivos para esconder certas coisas da Evelyn, mas não consegui realmente compreender e aceitar seu temperamento e comportamento com ela. Durante a leitura, fiquei dividida entre gostar ou não gostar dele.

Porém, por ter gostado da escrita da Kylie, pretendo ler os outros livros da série Stage Dive. O próximo volume, "Play", está previsto para ser lançado em abril nos EUA.

277 páginas (Kindle Edition) | Stage Dive #1 | Editora: Momentum



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Resenha: This Girl – Colleen Hoover



“This Girl” é o terceiro (e último) livro da série Slammed, escrita pela americana Colleen Hoover. O livro, na verdade, não dá continuidade à história, mas relata os acontecimentos do primeiro livro pelo ponto de vista de Will.

Will e Lake estão em sua de mel e, nas pausas entre o sexo, começam a conversar sobre sua história. Eles vão recordando momentos e Will acaba contando como se sentiu em cada situação. É interessante para quem leu Slammed e Point of Retreat ler o ponto de vista dele, entender um pouco melhor o que passou pela sua cabeça.


Out of all the reasons I can come up with for her to go, there’s only one reason I can come up with for her to stay. I love her.


Obviamente esse livro não deve ser lido para quem não leu os dois volumes anteriores, pois não entenderá praticamente nada da história. Também não é aconselhável que você o leia assim que terminar Point of Retreat, já que não há (quase) nada novo e a história ainda estará fresca na sua mente. This Girl foi feito como uma forma de matar a saudade das personagens com as quais acabamos nos afeiçoando e, como eu falei, também para entender o lado do Will da história.

Minha nota final para This Girl seria 3.5, mas o livro contém um epílogo muito interessante e fofinho, o que acabou fazendo com que minha nota final fosse 4 porquinhos. Gostei de lembrar os acontecimentos de Slammed, além passar mais um tempinho junto a personagens tão queridos como Will e Lake. Recomendo o livro (e, claro, a série) para leitores que curtem um romance cheio de obstáculos, altos e baixos (mais baixos do que altos) e naquela pegada new adult que tem se tornado tão popular.

304 páginas (Kindle Edition) | Slammed #3 | Editora: Atria Books





sábado, 4 de janeiro de 2014

Resenha: Simplesmente Ana – Marina Carvalho

Ana nunca conheceu seu pai. Sua mãe disse que ele a abandonou quando descobriu sobre a gravidez. Dona Olívia, que estava fazendo intercâmbio na Inglaterra, voltou para o Brasil, teve Ana e criou ela assim mesmo, sem pai. Mas vinte anos depois, um homem entra em contato com a garota através do facebook. Ele deixa uma mensagem simples e direta: “Acho que sou seu pai”. O pequeno detalhe é que ele é, também, o rei de um país pequenino, no leste da Europa, chamado Krósvia.

Determinado a passar um tempo com sua filha e conhecê-la melhor, Andrej (lê-se Andrei) convence Ana a passar uma temporada - apenas seis meses - na Krósvia, para conhecer o país e ser apresentada à população como a princesa, herdeira legítima do rei. Relutante, a garota aceita a proposta. Apesar da saudade que sente do Brasil, da família e dos amigos, ela se encanta por Krósvia - só não imagina que também vai se encantar por Alexander, o enteado de seu pai.

Olha, eu nem sei se tinha expectativas altas ou não em relação a “Simplesmente Ana”. Só me encantei pela capa e, como não consegui solicitar o kit na época do lançamento, - perdi o prazo de solicitação - decidi comprá-lo. Não é o melhor livro que eu já li na minha vida, mas gostei bastante da leitura.

Adorei a história que a Marina criou - apesar dos clichês, que foram responsáveis pelo pequeno desconto na minha nota final. Creio que o melhor de ler um livro brasileiro são as referências ao nosso país, né? Foi bem legal ver algumas citações de músicas do Jota Quest, por exemplo. E como a Ana é de BH, há várias referências à culinária mineira - e brasileira, em geral.

O enredo não me surpreendeu muito, - não achei nada excepcionalmente original - mas me senti conectada à história da Ana (uma protagonista muito bem construída), e gostei da forma como a Marina foi conduzindo a narrativa. Não dá pra explicar muito bem, simplesmente gostei do livro, gostei da história.

304 páginas | Livro único | Editora: Novo Conceito


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Resenha: Wallbanger – Alice Clayton

Wallbanger (Cocktail #1)
Autora: Alice Clayton
Editora: Omnific Publishing
Páginas: 314 (Kindle Edition)

Fazia um tempo que eu queria ler “Wallbanger”, porque via no Goodreads muitos comentários sobre o livro ser engraçado, descontraído, e ter uma história de amor meio louca e cativante. Decidi finalmente ver por mim mesma se o livro era “tudo isso”, e acabei gostando muito e concordando com quase tudo que falam sobre o mesmo.

O livro conta a história de Caroline e Simon, mais conhecido como Wallbanger. Caroline se mudou recentemente e pensou que viveria em completa paz, até ir dormir (ainda em sua primeira noite no novo apartamento) e escutar uns gemidos altos. Até aí não há nada estranho, apenas incômodo. Mas sua parede começa a tremer, graças à atividade rolando no outro apartamento. E a parede treme pra caramba!

Depois de esse evento se repetir algumas vezes (e com mulheres diferentes), Caroline finalmente se irrita e decide confrontar Simon. Ela bate em sua porta e o interrompe no meio de sua “performance”, e quando finalmente conhece o vizinho que lhe privou muitas horas de sono, fica sem palavras. Wallbanger não é só bonito – ele é lindo, estonteante. E ele ainda está duro!

O destino parece estar conspirando a seu favor – ou talvez contra si – quando Caroline vai a uma festa com suas duas amigas e acaba encontrando Simon por lá. Ela também descobre que ele é amigo de sua chefe, que até então não havia comentado nada com ela. Fadada a conviver com o vizinho inconveniente, pois suas amigas se engraçaram com dois amigos dele, Caroline percebe que Simon não é simplesmente um cara fútil que gosta de transar com mulheres diferentes e interromper seu sono. E quanto mais ela o conhece, mais difícil fica não se apaixonar por ele.

Por onde eu começo? Vi muitos comentários sobre o livro ser hilário: ele tem seus momentos engraçados, sim, mas em nenhuma parte eu ri até chorar. Dizem que ele é descontraído: sim, realmente é. E se a história de amor é fofa? Bom, não exatamente fofa, mas ela é cativante.

Simplesmente adorei a forma como a Caroline e o Simon se conheceram, e os comentários que rolaram a partir desse encontro! Gostei muito do fato de o relacionamento deles ter começado como amizade, mesmo com toda a tensão sexual rolando. E ficou claro, desde o princípio, que eles são perfeitos juntos! Não tem como não torcer para tudo dar certo desde as primeiras palavras trocadas! ❤

Gostei muito da escrita descontraída da Alice, e acho que ela acertou na mão, tanto na criação das personagens quanto no desenvolvimento do relacionamento entre elas. Pretendo ler outros livros da escritora, e espero ansiosamente pelo lançamento dos próximos livros da série Cocktail.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Resenha: Babe in Boyland – Jody Gehrman

Babe in Boyland
Autora: Jody Gehrman
Editora: Dial
Páginas: 292 (Kindle Edition)

Em “Babe in Boyland” nós conhecemos Natalie, uma garota de dezessete anos que tem uma coluna no jornal escolar, em que ela, com o pseudônimo de Dra. Afrodite, aconselha meninas que têm problemas amorosos. Apesar do fato de Natalie não ter nenhuma experiência amorosa ou sexual, ela acreditava que seus conselhos eram bons, até que vários meninos passaram a reclamar de sua coluna e pedir para que ela parasse de dizer às meninas apenas o que elas queriam ouvir, sem realmente saber a situação pelo lado masculino.

Natalie, pensando sobre o assunto, acaba concordando que realmente não sabe como os garotos pensam e porque agem de certa maneira com algumas garotas. Ela tenta entrevistar alguns meninos, mas não obtêm um resultado satisfatório. Então ela tem uma ideia que, apesar de louca, pode ajuda-la a obter as respostas quanto ao comportamento masculino: se disfarçar de garoto e entrar na Academia Underwood, um colégio interno apenas para meninos. Lá ela tem certeza que conseguirá aprender melhor como funciona a mente masculina. O único problema é que ela acaba se apaixonando pelo seu colega de quarto, que obviamente não sabe que ela é uma garota.

A princípio, achei que “Babe in Boyland” fosse mais um romance bobinho, daqueles que é bom de ler quando queremos nos distrair e que não acrescenta nada a nossa vida, mas a verdade é que o livro é mais profundo do que parece, e deixa o leitor questionando sobre o comportamento das garotas e garotos, e porque são tão diferentes – mas ao mesmo tempo tão parecidos.

Natalie, que é a personagem principal e também a narradora da história, é uma personagem carismática e com quem é muito fácil se identificar. Quando ela se transforma em Nat, o garoto que acabou de entrar na Academia Underwood, ela percebe como algumas coisas que nós, garotas, fazemos são tão naturais que não pensamos sobre elas – rebolar quando andamos, ficar ajeitando o cabelo quando o garoto que gostamos está por perto, os gritinhos e interjeições de surpresa do tipo “oh my God”... São coisas tão naturais para nós, mas os garotos não fazem isso, então ela tem que aprender a reprimir seu lado feminino.

Gostei do modo leve como a Jody conduz a história. Todas as personagens introduzidas tem alguma importância, nem que seja mínima, e a forma como ela trata das diferenças e igualdades entre meninos e meninas é bem natural, de forma que vamos absorvendo aos poucos as experiências de Natalie e suas conclusões quanto ao “lado masculino” do mundo. Gostei muito da leitura, principalmente por ter me surpreendido. Recomendo às leitoras de plantão, porque creio que não seja uma leitura tão legal para os garotos – mas afinal, já que não somos tão diferentes assim, vai que algum de vocês goste do livro também, né?


terça-feira, 30 de julho de 2013

Resenha: O Resgate do Tigre – Colleen Houck



ATENÇÃO! Essa é a resenha do segundo volume da série “A Saga do Tigre”. Se você não leu oprimeiro livro, não aconselho a leitura dessa resenha.

Desde já gostaria de me desculpar por possíveis erros em relação à história. Li a série praticamente de uma vez só e há uns meses, então posso me confundir quanto ao que aconteceu em cada livro. Se for preciso, me corrijam nos comentários e eu arrumo a resenha.

No final de “A Maldição do Tigre”, Kelsey terminou o seu relacionamento com Ren, acreditando que ela não ela boa o suficiente para ele, que a trocaria quando percebesse que ela não valia a pena. De volta ao Oregon, ela sofre com a falta do seu amado, até que ele aparece em sua porta, querendo leva-la de volta à Índia.

No segundo volume da série A Saga do Tigre, Kelsey deve lidar com o sequestro de Ren, tentando achar uma forma de libertá-lo das garras do malvado Lokesh, enquanto continua sua busca pelos presentes da deusa Durga, para que possa quebrar a Maldição do Tigre e transformar os irmãos indianos em humanos novamente.

Dessa vez, seu parceiro de busca é Kishan, o irmão bad boy de Ren. Encantador, mas ao mesmo tempo perigoso, Kishan desperta em Kelsey sentimentos que a deixam confusa em um momento muito frágil – sem saber se terá Ren de volta, nem como resgatá-lo.

Depois de ter nos apresentado todo o mundo e a maldição de Ren, em “O Resgate do Tigre” a personagem masculina que se destaca é Kishan. Apesar de ele, em nenhum momento, narrar a história, é nítido que esse livro é uma forma de mostrar o seu lado da história – tudo o que aconteceu com ele, desde antes da maldição ser lançada nele e em seu irmão.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Resenha Dupla: “The Vincent Boys” e “The Vincent Brothers”

AVISO IMPORTANTE: Como essa é uma resenha dupla, pode conter spoilers do primeiro livro. Se você ainda não leu “The Vincent Boys”, melhor pular para a próxima resenha.

The Vincent Boys por Abbi Glines

Em “The Vincent Boys” nós conhecemos a Ashton – mais conhecida como Ash. Ela é a filha do pastor de sua pequena cidade, e apesar de ser uma “pestinha” quando pequena, se esforça para ser uma moça responsável e altruísta – do tipo que sempre faz a coisa certa – na adolescência.

Ash namora Sawyer, o “garoto de ouro” da cidade. Ele é perfeito, um Príncipe Encantado. Mas quando ele sai da cidade no verão para fazer uma viagem com sua famíia, pede que Ash fique de olho em seu primo, Beau, que adora se meter em problemas – e, coincidentemente, é o cara mais sexy que Ash já conheceu. Ele é também o cara por quem ela está apaixonada há anos – só não admite isso. Beau é o cara que conhece Ash melhor do que ninguém; que desperta seu lado “arteiro” (seu lado verdadeiro) e não a julga quando ela fala um palavrão; ele é, basicamente, sua alma gêmea. Só que é também o primo de seu namorado, a quem ela não quer magoar.

Eu li “The Vincent Boys” no domingo, quando não tinha nada para fazer (ou melhor, até tinha, mas estava com preguiça). Deitei no sofá, abri o e-book e comecei a ler. Resultado? Não consegui parar até terminar!
Confesso que não é nem de longe a melhor história que eu já li, e o livro está recheado de clichês (aquela coisa de melhores amigos, depois se apaixonar pelo parente do namorado e tal), mas eu gostei da escrita da Abbi, e apesar de não me identificar muito com a Ash (nem gostar muito de suas atitudes), fui cativada pelas personagens. Só sei que chegou um ponto em que eu já nem sabia mais pra quem torcer, sinceramente!

Esse é um daqueles livros que você indica para o seu amigo ler para “passar o tempo”, sabe? Quando você não tem o que fazer e quer ler alguma coisa, vá de “The Vincent Boys”. O livro é fino, a história passa rápido e, apesar de não ser o meu caso, acredito que muitas pessoas podem se identificar com a Ash. (;

Fonte: Reprodução / Flickr

quarta-feira, 6 de março de 2013

Resenha: A Culpa é das Estrelas, por John Green

A Culpa é das Estrelas, por John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
“A culpa é das estrelas” narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, “A culpa é das estrelas” é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. Fonte: Skoob


Ai meu Deus, eu não sei como fazer essa resenha! Como eu falei no post Próximas Leituras: Março, li “A Culpa é das Estrelas” por causa do encontro do Floripa Book Club. Eu abaixei as minhas expectativas pra não me decepcionar, e realmente, decepção foi totalmente o contrário do que eu senti quando terminei o livro!

Mas vamos ao resumo: A Hazel tem dezesseis anos e um câncer no pulmão. Ela já deveria ter morrido, mas graças a um remédio ela continua sobrevivendo, aos trancos e barrancos. Ela participa do Grupo de Apoio para Crianças com Câncer, porque seus pais a obrigam. Num certo dia, ela conhece o Augustus, que veio apoiar seu amigo participante do grupo.

Não sou formada em matemática, mas sei se uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso.

O Augustus teve câncer também, mas apesar de ter perdido uma perna, hoje é saudável e não tem evidência da doença em seu organismo. A Hazel e o Gus começam a conversar, se gostam e, apesar de ela querer se afastar para não fazê-lo sofrer quando morrer, eles mantêm um relacionamento. Ele realiza um de seus sonhos e faz muito bem a ela, enquanto a garota o faz feliz simplesmente por estar junto dele. Mas Augustus descobre que está com câncer novamente, e dessa vez a chance de cura é mínima. Como será a vida sem Gus para a Hazel?



Ai gente, eu não sei nem como resumir esse livro direito. Não achei cinco estrelas, nem fiquei tão apaixonada quanto muitas pessoas ficaram. Mas “A Culpa é das Estrelas” me cativou, e a história triste da Hazel e do Gus me deixou muito emocionada.

"O que mais? Ela é tão linda! Não me canso de olhar para ela. Não me preocupo se ela é mais inteligente que eu: sei que é. É engraçada sem nunca ser má. Sou muito sortudo por amá-la, Van Houten. Não dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito minhas escolhas. Espero que Hazel aceite as dela."
- Eu aceito, Augustos. Eu aceito.

A narrativa do John é envolvente. O livro é narrado pela Hazel, que constantemente faz piadas com relação ao seu câncer, e também tem um jeito meio irônico de narrar a história. Quando fui chegando ao final – que é a parte mais dramática – fiquei cada vez mais triste, sabendo o que iria acontecer.

Enfim, “A Culpa é das Estrelas” é um livro muito bonito, bem escrito e narrado. Há um motivo pelo qual muitas pessoas morrem de amores por ele. Eu recomendo a leitura, e já estou providenciando os outros livros do John Green, para saber se são tão bons quanto esse.




domingo, 3 de março de 2013

Resenha: Dezesseis Luas, por Kami Garcia & Margareth Stohl

Dezesseis Luas, por Kami Garcia & Margareth Stohl
Beautiful Creatures #1
Editora: Galera Record
Páginas: 490

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Fonte: Skoob



Ethan Wate vem tendo sonhos estranhos há meses. Nesses sonhos – que mais parecem pesadelos – ele sempre tenta salvar uma garota misteriosa, cujo rosto ele não consegue ver, mas sempre acaba falhando, e algo terrível acontece.

Como se os sonhos não fossem algo estranho o suficiente, uma nova moradora deixa os cidadãos de Gatlin inquietos. Simplesmente por ela ser sobrinha de Macon Ravenwood, um homem recluso que não sai de sua casa há mais de vinte anos. Apesar de ser uma Duchannes, Lena é associada ao tio e, logo, desagrada a sociedade de Gatlin. Ah, tem também o fato de ela ser a garota misteriosa dos sonhos de Ethan!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Resenha: The Lion, the Witch and the Wardrobe, por C.S. Lewis

The Lion, the Witch and the Wardrobe, por C.S. Lewis
As Crônicas de Nárnia #2
Editora: Harper Trophy
Páginas: 189
"Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado", sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Suzana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu. (Fonte: Skoob).

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Acho que esse é o volume da série As Crônicas de Nárnia mais difícil de resenhar, pois é o que todos mais conhecem, já que a adaptação cinematográfica fez muito sucesso. Mas vou fazer o meu melhor, sem me estender muito (já que vocês provavelmente já conhecem a estória).

No segundo volume d’As Crônicas de Nárnia, o leitor é introduzido aos quatro irmãos Pevensie: Lucy, Edmund, Susan e Peter. Eles vão passar um tempo na casa de um senhor idoso e, em uma das “incursões” pela casa, acabam encontrando um quarto praticamente vazio. Nele há somente um guarda-roupa. Como os irmãos precisam se esconder, eles acabam entrando no guarda-roupa, e dali vão parar em um bosque – em Nárnia!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Resenha: The Magician’s Nephew (O Sobrinho do Mago), por C.S. Lewis

The Magician’s Nephew, por C.S. Lewis
As Crônicas de Nárnia #1
Editora: Harper Trophy
Páginas: 202
A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais. (Fonte: Skoob).

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Quero começar dizendo que o título do post está em inglês porque, apesar de ter lido este livro pela primeira vez no volume único de As Crônicas de Nárnia, reli ele depois, em inglês – e é essa edição que tem duzentas e duas páginas.

O Sobrinho do Mago não foi, na verdade, o primeiro livro da série a ser escrito. O primeiro volume d’As Crônicas de Nárnia é O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, que quase todos conhecem. Mas é muito melhor ler a série em ordem cronológica, assim tudo fica bem explicado desde o começo.

Portanto vamos ao início da estória, antes mesmo de Nárnia ser criada... Nossas personagens principais são Polly e Digory. Eles são vizinhos e descobrem que suas casas estão interligadas. Como toda criança, ambos são muito curiosos, e em uma de suas aventuras pelas casas, acabam entrando no laboratório do tio André, um lugar que vive sempre fechado.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal, por J.K. Rowling

Harry Potter e a Pedra Filosofal, por J.K. Rowling
Harry Potter #1
Editora: Rocco
Páginas: 224
Harry Potter é um garoto cujos pais, feiticeiros, foram assassinados por um poderosíssimo bruxo quando ele ainda era um bebê. Ele foi levado, então, para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural. Pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdou roupas velhas do primo gorducho, teve óculos remendados e foi tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no País das Maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais. O menino de olhos verde, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais. A fábula, recheada de fantasmas, paredes que falam, caldeirões, sapos, unicórnios, dragões e gigantes, não é, entretanto, apenas um passatempo. Harry Potter conduz a discussões metafísicas, aborda o eterno confronto entre o bem e o mal, evidencia algumas mazelas da sociedade, como o preconceito, a divisão de classes através do dinheiro e do berço, a inveja, o egoísmo, a competitividade exacerbada, a busca pelo ideal - a necessidade de aprender, nem que seja à força, que a vida é feita de derrotas e vitórias e que isso é importante para a formação básica de um adulto.


Grande responsabilidade essa que eu tenho... Escrever a resenha do primeiro livro de uma das minhas séries preferidas; da série que me fez gostar de ler, me interessar por livros com mais de dez páginas e sem figuras... Vou tentar fazer o meu melhor e ser objetiva (difícil, mas não impossível).

“Harry Potter e a Pedra Filosofal” conta a história de Harry Potter, um garoto de dez (quase onze) anos que mora com seus tios e seu primo, três pessoas que o detestam e não fazem questão de esconder isso. Disseram a ele que seus pais morreram em um acidente de carro quando o mesmo tinha um ano, e que a cicatriz em forma de raio em sua testa foi a única marca deste acidente nele.

Um pouco antes de Harry completar onze anos, ele começa a receber algumas cartas meio estranhas, que seu tio logo descobre e não o deixa ler. No dia 31 de Julho, seu aniversário, o menino recebe a visita de Hagrid, um funcionário da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, que lhe conta toda a verdade sobre sua vida, e também lhe entrega a carta que ele tanto deseja ler.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Resenha: Lembra de Mim?, por Sophie Kinsella

Lembra de Mim?, por Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 400
Lexi desperta em um leito de hospital após um acidente de carro, pensando que está em 2004, que tem 25 anos, uma aparência desleixada e um namoro desastroso. Mas, para sua surpresa, ela descobre que está em 2007, tem 28 anos, é chefe de seu departamento e sua aparência está impecável. E ainda é casada com um lindo milionário! Ela não pode acreditar na sorte que teve. Mas conforme ela descobre mais sobre a nova Lexi, nota problemas graves em sua vida perfeita. E, para completar, uma revelação bombástica pode ser sua única esperança de recuperar a memória.


Ah, como eu odeio sinopses que contam tudo o que acontece no livro D: Vou tentar pegar o que está ali e desenvolver, tá bom? Vamos lá: Lexi acorda em um hospital, e a última memória que tem é ela caindo de uma escada, tentando chamar um táxi, em uma noite chuvosa, e ela estava se sentindo péssima. Mas a realidade é outra: ela sofreu um acidente de carro, e é só. E quando Lexi se olha no espelho, leva um susto, porque sua aparência está completamente diferente!

Em 2004, que é o ano em que Lexi pensou ter acordado, ela tinha dentes tortos, estava levemente acima do peso, não tinha ganhado o bônus de final de ano, e seu namorado era um idiota que deu bolo nela. Em 2007, o ano em que realmente acordou, Lexi tem dentes lindos, está magra, com unhas bem feitas, é a diretora do setor onde antes trabalhava, e a revelação mais bombástica de todas: tem um marido lindo e rico que a ama.