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domingo, 1 de março de 2015

Resenha: Sugar Rush - Belle Aurora

“Sugar Rush” é o terceiro livro da série Friend-zoned, de Belle Aurora. Neste volume conhecemos Helena, irmã de Nat, protagonista do 2º livro da série; e Max, irmão de Nik, protagonista do 1º volume.
Helena é uma mulher focada em sua carreira. Seu último relacionamento foi no ensino médio, e após uma decepção amorosa, ela decidiu que não queria – e não precisava – namorar, e que isso só atrapalharia seu trabalho. Já Max é um cara que está sempre flertando com todas as mulheres a sua volta, mesmo sem perceber. Ele trabalha com seu irmão na boate The White Rabbit, e também não pretende entrar em nenhum relacionamento sério no momento.
Max e Helena se conhecem no casamento de Nat e Ash, porém só seis meses depois, quando Lena se muda para Nova York por causa de uma oportunidade de emprego, é que passam a realmente conviver e se conhecer melhor. Até então, Helena não gostava de Max porque ele a ignorou no casamento de sua irmã. Mas quando passa a conhec-lo melhor, ela percebe que ele é um cara muito bondoso, engraçado e espontâneo. E muito amoroso, também.
É inegável a atração que ambos sentem um pelo outro. Então ao invés de ficarem se segurando, Max e Helena decidem embarcar em um tipo de amizade colorida. Algo sem compromisso, só para se curtirem. Mas é difícil, para os dois, não se apaixonarem um pelo outro.
“Not all families are bonded through blood. Some have been sewn together by love and laughter”.
Eu adoro a escrita da Belle Aurora, e estava ansiosa para ler “Suga Rush” – não sei nem como não o li quando foi lançado, em novembro do ano passado. As histórias da série Friend-zoned costumam ser cheias de humor, com personagens cômicos e momentos engraçados. Mas claro, os livros também possuem muitos clichês românticos, um dos motivos pelos quais não achei este volume tão fantástico.
As personagens, em geral, são um amor! Neste livro, temos Helena, que é um tanto quanto contraditória e, no começo do livro, até meio infantil. Mas ao longo da história eu acabei gostando dela e do modo como ela se relaciona às pessoas a sua volta. E temos também seu par, Max. Ele é aquele cara engraçado e fofo, que dá moral pra todo mundo, e pra quem não existe tempo ruim. Apesar de ele ser parecido com muitos outros personagens masculinos de romances desse tipo, eu não consegui simplesmente não gostar do Max!
E por último, outra personagem que tem muita importância nesse livro é Ceecee, a filha adolescente e cadeirante de Max. Ela é uma personagem que eu senti que poderia ter sido um pouco mais aprofundada, se a autora tivesse tirado um pouco do romance do casal principal. A Belle Aurora poderia ter desenvolvido mais a questão de Ceecee ser deficiente física, apesar de que fez um bom trabalho em momentos chave do livro, como quando fala sobre o comportamento fechado da garota, por ninguém na família dela entende-la, já que ninguém é cadeirante como ela.
De um modo geral, apesar de extremamente clichê, eu gostei do desenvolvimento do livro. Poderia ter sido melhor? Creio que sim. Mas como eu queria uma leitura rápida e para relaxar, creio que “Sugar Rush” cumpriu o seu propósito. É um livro legal, só que muito parecido com vários outros romances no mesmo estilo, e esse é o seu ponto fraco, a meu ver.
347 páginas | Friend-zoned #3 | Publicação Independente


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Resenha: Ruin: Part One - Deborah Bladon

Ruin é uma novella - um romance curtinho. É o primeiro livro de uma trilogia, e basicamente nos apresenta as personagens e a história que será contada. Nele, nós conhecemos Kayla, que está voltando de Boston depois de ser deixada pelo namorado, que foi "perseguir seus sonhos". No vôo de volta para Nova York, onde ela morava antes, ela conhece Ben, um homem alto e bonito que lhe chama a atenção desde o primeiro momento em que ela o vê.

Papo vai, papo vem, Kayla acaba indo parar na cama de Ben. No dia seguinte, ela vai para a casa de sua melhor amiga, que mora com o noivo. Passam-se semanas até Kayla encontrar, ao acaso, Ben novamente. E nesse encontro, Kayla acaba descobrindo um segredo que interliga Ben com o noivo de sua melhor amiga. O passado de Ben o atormenta, e faz com que aqueles que Kayla considera como família não a queiram perto dele.

"Ruin" se destaca pelo enredo que a Deborah Bladon criou em torno do Ben e tudo ligado ao passado dele. Apesar de ter cenas de sexo explícito, diferente de muitos romances atuais, esse não é o foco do livro. Não tem uma cena de sexo a cada duas de outra coisa. Elas são moderadas e bem inseridas. Toda a questão em volta da história do Ben e do Noah, noivo da melhor amiga de Kayla, também é bem desenvolvida, com uma questão sendo respondida enquanto outras mil se formulam.

O livro é bem curtinho mesmo, pouco mais de oitenta páginas, e como quase toda novella (que faz parte de uma série), acaba com um cliffhanger, ou seja, aquela cena que te deixa com um gostinho de "quero mais", louca para ler o próximo volume. Felizmente, os três livros da série já foram lançados e estão disponíveis na Amazon. Eles foram lançados de forma independente, apenas em e-book.

87 páginas | Ruin #1 | Publicação Independente


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Resenha: A Lista de Brett – Lori Nelson Spielman

“A Lista de Brett”, o romance de estreia da escritora norteamericana Lori Nelson Spielman, foi lançado este ano pela editora Verus. Eu o vi pela primeira vez em um vídeo da Géssica, do blog Borboletas da Carteira, e me interessei, pois ela falou muito bem do livro.

O livro conta a história de Brett, que perdeu a mãe há poucos dias, ficando completamente sem rumo. Seu pai (com quem nunca teve um bom relacionamento) morreu à muitos anos, e ela é a única dos três filhos que ainda não formou uma família, então é também a que tinha um laço mais forte com Elizabeth, sua mãe.

No dia da leitura do testamento, Brett está se preparando psicologicamente para assumir a empresa de cosméticos que sua mãe fundou, mesmo sabendo que não é a pessoa que mais merece o cargo. A surpresa vem quando seus irmãos recebem suas heranças, sua cunhada, o braço direito de sua mãe na empresa, ganha a presidência da mesma, e Brett recebe apenas... Uma carta.

Elizabeth determinou que Brett só receberia a sua herança se cumprisse dez itens de uma “lista de sonhos” que ela escreveu quando tinha quatorze anos, há vinte anos atrás. Ela tem um ano para cumprir itens como “ter uma casa legal”, “ter um filho” e “adotar um cavalo”, senão não ganhará a herança. O advogado que sua mãe contratou, Brad fica encarregado de ajudá-la na realização das tarefas, principalmente dando apoio moral para que ela não desista da lista.

É muito bonito ver como, em doze meses, Brett vira uma pessoa completamente diferente. Ela estava vivendo cada vez menos como ela mesma, seguindo padrões e sonhos alheios, sem olhar para dentro de si e ver o que ela queria. Por muitas vezes Brett quis desistir e não entendeu porque sua mãe a fazia passar por tantas reviravoltas e tantas “provações”, mas aí Brad – lindo – entrava em cena e a ajudava a superar seus medos e inseguranças do momento.

“A Lista de Brett” foi um livro que superou completamente as minhas expectativas. Eu estava esperando um romance bonito, sim, mas me surpreendi com o quanto gostei desse livro. A Brett é uma personagem com a qual muitos leitores conseguirão se identificar. Ela erra, reclama, chora, quase desiste e, então, segue em frente. Ela se supera e aprende a reviver, graças aos conselhos de sua mãe.

Durante vários momentos da leitura, eu me peguei pensando em como será quando minha mãe se for. Eu não consigo imaginar um mundo sem ela, e é esse o sentimento que, logo nas primeiras páginas, é transmitido para o leitor: Brett não imagina seu mundo sem a sua mãe. Através das cartas e da lista de desejos, além de redescobrir seus sonhos, ela acaba achando uma forma de diminuir um pouco a dor de não ter mais alguém tão importante diariamente consigo.

Apesar de ser, muitas vezes, intenso, o livro consegue se transformar em uma leitura rápida, graças à narrativa bonita e, ao mesmo tempo, descontraída de Lori. Por ser um romance de estreia, eu me surpreendi muito com a qualidade da obra. Já que a tendência é melhorar, espero muito ler outros romances dessa escritora, e me encantar tanto quanto em encantei com Brett e sua lista.

364 páginas | Livro único | Editora: Verus



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Resenha: Dias Melhores Virão - Jennifer Weiner

“Dias Melhores Virão”, lançado pela editora Novo Conceito em fevereiro deste ano, conta a história de Ruth Saunders. Ela perdeu os pais aos três anos, em um acidente de carro que, além de lhe tirar as duas pessoas mais importantes da sua vida, deixou-lhe com várias deformações, o que a fez passar a infância em leitos de hospitais e mesas de cirurgia.

Durante esses tempos em que ela ficava internada, entre uma cirurgia e outra, Ruth desenvolveu um gosto por séries televisivas, principalmente “As Supergatas”, que passou a ser sua favorita. Ela e sua avó se desligavam do mundo real, nem que por apenas alguns minutos, assistindo televisão.

Foi com o desejo de inspirar outras pessoas da mesma forma que “As Supergatas” lhe inspirou que Ruth começou a escrever roteiros. Sabendo que Massachusetts não era o lugar ideal para deslanchar uma série, ela decide mudar-se para Los Angeles. Ruth e sua avó empacotam suas coisas e vão à costa oeste perseguir o sonho da mais nova.

Los Angeles - mais precisamente Hollywood - não é um lugar fácil para Ruth viver. Com metade do rosto “deformado”, graças ao acidente que sofreu quando criança, ela precisa se esforçar bastante para ser contratada por algum estúdio, nem que seja como assistente de algum assistente. Mesmo quando consegue, ainda tem um caminho longo para trilhar.

Passados alguns anos em LA, Ruth finalmente consegue fazer com que um estúdio dê atenção ao roteiro de sua série, “Dias Melhores Virão”. Ela fica muito feliz quando recebe a notícia de que filmarão o piloto. Mas quando as negociações começam, Ruth percebe que terá que abrir mão de muitas coisas, e que produzir uma série não é tão fácil quanto parece.

No início do livro, a narrativa se divide em contar o momento em que o roteiro de “Dias Melhores Virão” é aprovado e como Ruth chegou a esse ponto, e também os verões que ela passava em hospitais, até sua mudança para Hollywood e o que aconteceu desde então. Essa parte pode ser um pouco confusa no início, mas conforme o leitor se acostuma com a narrativa, ela se torna mais fácil de compreender.

O livro é narrado em três partes, contando a trajetória de Ruth até chegar em Hollywood, depois o que aconteceu quando ela se mudou, até o seu roteiro ser aprovado e as mudanças em sua vida desde então. Achei essa separação boa porque dá pra ver bem como Ruth vai mudando ao longo do tempo, entre uma parte e outra.

A narrativa da Jennifer Weiner é boa e envolvente. Eu estava no serviço pensando em chegar em casa logo para terminar o livro. Porém não achei o livro tão bom quanto algumas pessoas parecem ter achado. O enredo é interessante, sim. E a história da Ruth é comovente. Porém eu não consegui gostar muito dela. Durante muitos momentos no livro, a Ruth me deixou irritada, por sempre ceder, por fazer algumas coisas estúpidas… E ela, como personagem, foi aos poucos fazendo o livro perder um pouco da graça para mim.

Outra coisa que me desanimou foi a tradução da editora Novo Conceito. Não comentarei muito sobre a revisão porque, na verdade, só achei uns dois ou três erros durante a leitura. Mas a tradução não me pareceu muito boa, principalmente nos diálogos. Isso foi me deixando cada vez mais empolgada com o livro, também.

Mas independente disso, “Dias Melhores Virão” é sim um livro bom e bem escrito. Se você procura uma história diferente (já que livros falando sobre a produção de uma série televisiva não são muito comuns), provavelmente gostara da obra de Weiner. Só não fique com expectativas muito altas, talvez você goste mais dele do que eu.

400 páginas | Livro único | Editora: Novo Conceito


quarta-feira, 5 de março de 2014

Resenha: Lick – Kylie Scott

Evelyn acorda em um lugar estranho. Lembra que veio para Las Vegas para se soltar um pouco; uma aventura em sua vida pacata. Naquela manhã, ela descobre que casou-se com um estranho, que parece profundamente chateado com o fato de ela não lembrar de nada sobre a noite anterior. Posteriormente, Ev descobre que o homem estranho é na verdade muito famoso: David Ferris, guitarrista da banda Stage Dive.

Por ter se tornado esposa de um participante de uma das bandas mais famosas do país, Evelyn tornou-se uma celebridade. Para tirar a garota da mira da mídia, David decide levá-la para sua casa em Los Angeles, mas Ev não é bem recepcionada lá. As pessoas são muito diferentes das quais ela está acostumada, além de não a aceitarem muito bem. Para completar, David ainda está irritado com ela, por motivos que ela desconhece.

Depois de uma briga mais séria, David e Evelyn decidem dar um tempo da cidade grande e vão para a casa dele em Monterey. Decididos a, pelo menos, serem amigos, eles passam a conhecer melhor um ao outro, desvendando os porquês de terem se atraído tão rapidamente em Las Vegas. Mas David tem muitos segredos, e quando eles vêm à tona, é difícil para Ev continuar ao seu lado. Resta saber se o amor dos dois é tão forte quanto parece ser - ao ponto de superar as cicatrizes do passado de David.

Comecei a ler "Lick" por indicação de uma amiga e confesso que no começo a leitura não estava fluindo muito bem. Não simpatizei com o David, e por Ev não se lembrar de nada e ele não querer revelar o que aconteceu em Las Vegas, muitos acontecimentos ficam confusos até certa parte do livro, o que o tornou um pouco menos interessante para mim. Mas à medida que a história foi se desenrolando, as personagens foram passando mais tempo juntas e o leitor percebe a química entre eles, fica cada vez mais difícil parar  a leitura.

Eu gostei da forma como a autora desenvolveu a história, mostrando aos poucos o que aconteceu em Vegas, e também o envolvimento entre Evelyn e David. Mas justamente o guitarrista da Stage Dive foi a personagem que simplesmente não entrou no meu coração. Eu entendi, mas meio que não entendendo, seus motivos para esconder certas coisas da Evelyn, mas não consegui realmente compreender e aceitar seu temperamento e comportamento com ela. Durante a leitura, fiquei dividida entre gostar ou não gostar dele.

Porém, por ter gostado da escrita da Kylie, pretendo ler os outros livros da série Stage Dive. O próximo volume, "Play", está previsto para ser lançado em abril nos EUA.

277 páginas (Kindle Edition) | Stage Dive #1 | Editora: Momentum



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Resenha: This Girl – Colleen Hoover



“This Girl” é o terceiro (e último) livro da série Slammed, escrita pela americana Colleen Hoover. O livro, na verdade, não dá continuidade à história, mas relata os acontecimentos do primeiro livro pelo ponto de vista de Will.

Will e Lake estão em sua de mel e, nas pausas entre o sexo, começam a conversar sobre sua história. Eles vão recordando momentos e Will acaba contando como se sentiu em cada situação. É interessante para quem leu Slammed e Point of Retreat ler o ponto de vista dele, entender um pouco melhor o que passou pela sua cabeça.


Out of all the reasons I can come up with for her to go, there’s only one reason I can come up with for her to stay. I love her.


Obviamente esse livro não deve ser lido para quem não leu os dois volumes anteriores, pois não entenderá praticamente nada da história. Também não é aconselhável que você o leia assim que terminar Point of Retreat, já que não há (quase) nada novo e a história ainda estará fresca na sua mente. This Girl foi feito como uma forma de matar a saudade das personagens com as quais acabamos nos afeiçoando e, como eu falei, também para entender o lado do Will da história.

Minha nota final para This Girl seria 3.5, mas o livro contém um epílogo muito interessante e fofinho, o que acabou fazendo com que minha nota final fosse 4 porquinhos. Gostei de lembrar os acontecimentos de Slammed, além passar mais um tempinho junto a personagens tão queridos como Will e Lake. Recomendo o livro (e, claro, a série) para leitores que curtem um romance cheio de obstáculos, altos e baixos (mais baixos do que altos) e naquela pegada new adult que tem se tornado tão popular.

304 páginas (Kindle Edition) | Slammed #3 | Editora: Atria Books





sábado, 4 de janeiro de 2014

Resenha: Simplesmente Ana – Marina Carvalho

Ana nunca conheceu seu pai. Sua mãe disse que ele a abandonou quando descobriu sobre a gravidez. Dona Olívia, que estava fazendo intercâmbio na Inglaterra, voltou para o Brasil, teve Ana e criou ela assim mesmo, sem pai. Mas vinte anos depois, um homem entra em contato com a garota através do facebook. Ele deixa uma mensagem simples e direta: “Acho que sou seu pai”. O pequeno detalhe é que ele é, também, o rei de um país pequenino, no leste da Europa, chamado Krósvia.

Determinado a passar um tempo com sua filha e conhecê-la melhor, Andrej (lê-se Andrei) convence Ana a passar uma temporada - apenas seis meses - na Krósvia, para conhecer o país e ser apresentada à população como a princesa, herdeira legítima do rei. Relutante, a garota aceita a proposta. Apesar da saudade que sente do Brasil, da família e dos amigos, ela se encanta por Krósvia - só não imagina que também vai se encantar por Alexander, o enteado de seu pai.

Olha, eu nem sei se tinha expectativas altas ou não em relação a “Simplesmente Ana”. Só me encantei pela capa e, como não consegui solicitar o kit na época do lançamento, - perdi o prazo de solicitação - decidi comprá-lo. Não é o melhor livro que eu já li na minha vida, mas gostei bastante da leitura.

Adorei a história que a Marina criou - apesar dos clichês, que foram responsáveis pelo pequeno desconto na minha nota final. Creio que o melhor de ler um livro brasileiro são as referências ao nosso país, né? Foi bem legal ver algumas citações de músicas do Jota Quest, por exemplo. E como a Ana é de BH, há várias referências à culinária mineira - e brasileira, em geral.

O enredo não me surpreendeu muito, - não achei nada excepcionalmente original - mas me senti conectada à história da Ana (uma protagonista muito bem construída), e gostei da forma como a Marina foi conduzindo a narrativa. Não dá pra explicar muito bem, simplesmente gostei do livro, gostei da história.

304 páginas | Livro único | Editora: Novo Conceito


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Resenha: Tangled – Emma Chase

“Tangled” conta a história de Drew Evans, um cara lindo, rico e extremamente arrogante, que é muito conhecido por realizar acordos multimilionários e seduzir as mulheres de Nova York. Acostumado a sempre ter tudo o que quer, quando quer, Drew é pego desprevenido quando tenta seduzir uma moça em um bar, mas é rejeitado.

Na segunda-feira seguinte, Drew tem mais uma surpresa: a moça que o rejeitou no sábado à noite é Katherine Brooks, sua nova colega de trabalho. Até aí não haveria realmente nenhum problema que o impedisse de ficar com ela... Mas Drew tem regras. E uma delas é não ter relacionamentos românticos com colegas de trabalho.

Todavia, a determinação de Drew é posta à prova quando ele tem que trabalhar junto a Kate em mais um acordo milionário. Será extremamente difícil para ele trata-la simplesmente como uma amiga, devido à atração entre eles. Mas Kate está noiva e não pretende trair Billy. Será que eles conseguirão se controlar e ser só amigos?

Algumas pessoas já tinham indicado “Tangled” pra mim, e confesso que a sinopse me deixou curiosa, mas não a ponto de eu pegar logo o livro e lê-lo de uma vez. Depois das votações no Goodreads, na qual “Tangled” ganhou a categoria Debut Goodreads Author, pensei: é agora, vou finalmente ler esse livro. Chegando o fim do ano, não me controlei. O resultado? Mais um livro para a lista dos favoritos.


A primeira coisa que me cativou em “Tangled” é que o livro é narrado por Drew, diferente de muitos romances. E não é só isso que deixa a narrativa cativante. Drew é um cara engraçado, que ama a sua família e não mede esforços para ter o que ter. Ele narra a história de forma descontraída, parando as cenas no meio para explicar certos comportamentos ou fazer com que o leitor entenda melhor o que está acontecendo através de algumas metáforas meio... Diferentes.

Além da narrativa diferente e incrível, a história em si também é muito boa. E bem desenvolvida. Ela começa no meio, para então voltar o começo e finalmente dar-nos um final. O foco, primeiramente, é explicar como Drew e Kate se conheceram e o relacionamento entre eles. O resto vem depois.

Gostei muito de “Tangled”, o livro prendeu a minha atenção desde o início. A leitura é extremamente leve, justamente por ter essa narrativa descontraída. Adorei a escrita da Emma, e pretendo continuar acompanhando essa série. É uma pena que o volume seguinte, “Twisted”, será publicado apenas em março, mas já está disponível um livro mais curtinho, “Holy Frigging Matrimony: A Tangled Series Short Story” (que eu já li e também adorei). Indico “Tangled” para... Ah, indico para todo mundo. É um livro bom demais, ponto.

254 páginas (Kindle Edition) | Tangled #1 | Editora: Gallery Books


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Resenha: Wallbanger – Alice Clayton

Wallbanger (Cocktail #1)
Autora: Alice Clayton
Editora: Omnific Publishing
Páginas: 314 (Kindle Edition)

Fazia um tempo que eu queria ler “Wallbanger”, porque via no Goodreads muitos comentários sobre o livro ser engraçado, descontraído, e ter uma história de amor meio louca e cativante. Decidi finalmente ver por mim mesma se o livro era “tudo isso”, e acabei gostando muito e concordando com quase tudo que falam sobre o mesmo.

O livro conta a história de Caroline e Simon, mais conhecido como Wallbanger. Caroline se mudou recentemente e pensou que viveria em completa paz, até ir dormir (ainda em sua primeira noite no novo apartamento) e escutar uns gemidos altos. Até aí não há nada estranho, apenas incômodo. Mas sua parede começa a tremer, graças à atividade rolando no outro apartamento. E a parede treme pra caramba!

Depois de esse evento se repetir algumas vezes (e com mulheres diferentes), Caroline finalmente se irrita e decide confrontar Simon. Ela bate em sua porta e o interrompe no meio de sua “performance”, e quando finalmente conhece o vizinho que lhe privou muitas horas de sono, fica sem palavras. Wallbanger não é só bonito – ele é lindo, estonteante. E ele ainda está duro!

O destino parece estar conspirando a seu favor – ou talvez contra si – quando Caroline vai a uma festa com suas duas amigas e acaba encontrando Simon por lá. Ela também descobre que ele é amigo de sua chefe, que até então não havia comentado nada com ela. Fadada a conviver com o vizinho inconveniente, pois suas amigas se engraçaram com dois amigos dele, Caroline percebe que Simon não é simplesmente um cara fútil que gosta de transar com mulheres diferentes e interromper seu sono. E quanto mais ela o conhece, mais difícil fica não se apaixonar por ele.

Por onde eu começo? Vi muitos comentários sobre o livro ser hilário: ele tem seus momentos engraçados, sim, mas em nenhuma parte eu ri até chorar. Dizem que ele é descontraído: sim, realmente é. E se a história de amor é fofa? Bom, não exatamente fofa, mas ela é cativante.

Simplesmente adorei a forma como a Caroline e o Simon se conheceram, e os comentários que rolaram a partir desse encontro! Gostei muito do fato de o relacionamento deles ter começado como amizade, mesmo com toda a tensão sexual rolando. E ficou claro, desde o princípio, que eles são perfeitos juntos! Não tem como não torcer para tudo dar certo desde as primeiras palavras trocadas! ❤

Gostei muito da escrita descontraída da Alice, e acho que ela acertou na mão, tanto na criação das personagens quanto no desenvolvimento do relacionamento entre elas. Pretendo ler outros livros da escritora, e espero ansiosamente pelo lançamento dos próximos livros da série Cocktail.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Resenha: Babe in Boyland – Jody Gehrman

Babe in Boyland
Autora: Jody Gehrman
Editora: Dial
Páginas: 292 (Kindle Edition)

Em “Babe in Boyland” nós conhecemos Natalie, uma garota de dezessete anos que tem uma coluna no jornal escolar, em que ela, com o pseudônimo de Dra. Afrodite, aconselha meninas que têm problemas amorosos. Apesar do fato de Natalie não ter nenhuma experiência amorosa ou sexual, ela acreditava que seus conselhos eram bons, até que vários meninos passaram a reclamar de sua coluna e pedir para que ela parasse de dizer às meninas apenas o que elas queriam ouvir, sem realmente saber a situação pelo lado masculino.

Natalie, pensando sobre o assunto, acaba concordando que realmente não sabe como os garotos pensam e porque agem de certa maneira com algumas garotas. Ela tenta entrevistar alguns meninos, mas não obtêm um resultado satisfatório. Então ela tem uma ideia que, apesar de louca, pode ajuda-la a obter as respostas quanto ao comportamento masculino: se disfarçar de garoto e entrar na Academia Underwood, um colégio interno apenas para meninos. Lá ela tem certeza que conseguirá aprender melhor como funciona a mente masculina. O único problema é que ela acaba se apaixonando pelo seu colega de quarto, que obviamente não sabe que ela é uma garota.

A princípio, achei que “Babe in Boyland” fosse mais um romance bobinho, daqueles que é bom de ler quando queremos nos distrair e que não acrescenta nada a nossa vida, mas a verdade é que o livro é mais profundo do que parece, e deixa o leitor questionando sobre o comportamento das garotas e garotos, e porque são tão diferentes – mas ao mesmo tempo tão parecidos.

Natalie, que é a personagem principal e também a narradora da história, é uma personagem carismática e com quem é muito fácil se identificar. Quando ela se transforma em Nat, o garoto que acabou de entrar na Academia Underwood, ela percebe como algumas coisas que nós, garotas, fazemos são tão naturais que não pensamos sobre elas – rebolar quando andamos, ficar ajeitando o cabelo quando o garoto que gostamos está por perto, os gritinhos e interjeições de surpresa do tipo “oh my God”... São coisas tão naturais para nós, mas os garotos não fazem isso, então ela tem que aprender a reprimir seu lado feminino.

Gostei do modo leve como a Jody conduz a história. Todas as personagens introduzidas tem alguma importância, nem que seja mínima, e a forma como ela trata das diferenças e igualdades entre meninos e meninas é bem natural, de forma que vamos absorvendo aos poucos as experiências de Natalie e suas conclusões quanto ao “lado masculino” do mundo. Gostei muito da leitura, principalmente por ter me surpreendido. Recomendo às leitoras de plantão, porque creio que não seja uma leitura tão legal para os garotos – mas afinal, já que não somos tão diferentes assim, vai que algum de vocês goste do livro também, né?


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Resenha: O Destino do Tigre – Colleen Houck



ATENÇÃO! Essa é a resenha do quarto livro da série A Saga do Tigre. Caso você não tenha lido um dos volumes anteriores, sugiro que passe para o próximo post.


Prevejo uma resenha difícil de escrever, pois amei o – quase – desfecho de A Saga do Tigre e não sei se conseguirei pôr em palavras os meus sentimentos ao terminar a leitura de “O Destino do Tigre”. Tentarei o máximo possível – não me crucifiquem se a resenha ficar um pouco confusa, haha.



Este é, finalmente, o final d’A Saga do Tigre... Não, pera. No penúltimo livro da série, a ação começa logo nos primeiros capítulos, sem deixar muita margem para que o leitor sequer pense em parar de ler antes de chegar às últimas páginas, ou antes que alguma necessidade humana tome conta de seu corpo.

Kelsey, Ren e Kishan saem em busca do último presente de Durga, que concederá aos irmãos indianos as últimas seis horas faltantes para eles se tornarem permanentemente humanos. Mas sacrifícios são necessários para que a missão ocorra como o planejado, e dessa vez os bonzinhos tem que ceder algo muito mais especial do que tudo que já coletaram até agora: uma vida.

Kadaam, o “praticamente pai” dos príncipes, lhes guia em sua última jornada, onde eles devem voltar ao passado (!) para derrotar Lokesh por lá mesmo. Ao mesmo tempo em que lutam para acabar com a Maldição do Tigre, o trio ajuda o povo indiano, salvando-lhes da fome e da miséria, como Durga lhes instruiu.

O elemento da vez é o fogo, o que basicamente explica a capa do livro e diz muito sobre tudo o que acontece durante da última missão de Kelsey, Ren e Kishan. Toda aquela coisa de triângulo amoroso – nunca, NUNCA deixada de lado – está cada vez mais “on fire”, enquanto eles têm que passar por várias situações e enfrentar algumas criaturas relacionadas ao elemento.