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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Resenha: Lázarus

Lázarus, por Georgette Silen
Editora: Novo Século
Páginas: 376
Mistério, romance, alta tecnologia, sangue e morte passam a cercar a vida de Laura Vargas, museóloga brasileira, após ela aceitar um surpreendente e inesperado convite para assumir o cargo de curadora de arte no The City Museum of Art and Gallery, em Bristol, sudoeste da Inglaterra,a cidade natal da família de seu pai. Disposta a começar uma nova vida ao lado da filha adolescente, Cinthia, Laura se surpreende ao descobrir que nem todos são aquilo que aparentam ser e que a eternidade é muito mais do que um conceito, ou uma simples palavra, quando ela encontra o Lázarus e recebe dele o seu “dom”. Agora, Laura precisa fugir de seus perseguidores, interessados em obter a “cura” milagrosa para todos os males, o dom ofertado pela misteriosa criatura lendária, e que se concentra em seu sangue.


“Lázarus” é o último livro que eu recebi do Book Tour do Selo Brasileiro. Eu demorei um pouco para começar a lê-lo, e demorei um pouco também para terminá-lo, mas se posso descrevê-lo com apenas uma palavra, é a seguinte: Surpreendente. E por isso mesmo, desculpem-me se eu não conseguir expressar direito o que eu senti lendo o livro – porque ele é muito bom.

Laura Vargas é uma museóloga brasileira que está se mudando para Bristol, Inglaterra, por ter sido contratada para o cargo de curadora de arte no “The City Museum of Art and Gallery”. Ela, que tem dupla nacionalidade – brasileira e inglesa – vai para a casa de sua falecida avó levando Cínthia, sua filha adolescente, na espera que sua vida melhore, e que ela cresça profissionalmente.

Um dia, em uma “festa” no museu – abertura da exposição do Van Gogh, que ela organizou – Laura conhece o irmão de sua chefa, Clementine, chamado Robert – que lhe cativa os olhos no momento em que ela o vê. Robert e Laura começam a se ver frequentemente, até que assumem um romance.

"Robert me abraçou num ímpeto.
- Sim. No momento em que você falou “Consegui! Vejam, eu consegui!”, sua mensagem mental cruzou nossa cabeça – ele sorria abertamente. – Laura, você nos comunicou em pensamento. Você fez a conexão mental, agora já pode mandar e receber mensagens. Sua mente se abriu para o grupo.” (Página 214).

Enquanto isso, Bristol está sendo assombrada por um assassino impiedoso, que drena o sangue de suas vítimas, deixando-as com uma expressão assustadora. Kate, assistente de Laura e estudante da universidade local, é uma das vítimas, mas consegue sobreviver – porém fica praticamente em estado vegetativo. Laura sente-se culpada, pois no dia da exposição das obras de Van Gogh ela viu olhos vermelhos espreitando-a, e ela acha que eles pertencem ao assassino. Robert tenta convencê-la de que ela não teve culpa, mas para tal, ele teria que revelar sua verdadeira identidade.

Um dia, a própria Laura acaba sendo vítima do assassino, que lhe deixa à beira da morte. Robert, num ato desesperado, decide transformá-la na mesma criatura que ele: um vampiro. E é o que ele faz. Porém, dois anos depois, Laura descobre que a mordida de um Lázarus pode curar tudo... Inclusive o vampirismo.

Vocês não fazem ideia do quanto “Lázarus” me surpreendeu. Eu não tinha lido a sinopse, não sabia sobre o que se tratava o livro, e nem o título, nem a capa dizem muito sobre a estória. Então imaginem a minha surpresa quando eu passei a parte lenta do livro – cerca de cem páginas – e descobri que se tratava de vampiros? Ou, melhor ainda: de outro ser mitológico, até então tratado como lenda, que é conhecido como “A Cura”?

"(...) Ainda não posso afirmar com certeza, Laura, vou ter que pedir que me deixe fazer alguns exames em você antes, mas minha teoria é a de que vai manter essa temperatura, porque seu corpo agora possui resposta imune total contra qualquer tipo de vírus ou bactérias. A sua nova temperatura funciona como uma espécie de “alerta corporal constante”, como se você vivesse com febre e, consequentemente, com o sistema imunológico preparado – ele concluiu. – Antes mesmo que você perceba algo de errado, seu corpo já terá eliminado a ameaça.” (Página 303 – Carlo explicando para Laura uma de suas reações após o aparecimento de Lázarus).

Eu gostei das personagens, as achei bem construídas e bem colocadas no contexto da estória. Podemos sentir a angústia do Robert quando a Laura está à beira da morte, a revolta dela, recém-transformada em vampira... E eu, pelo menos, senti muita raiva do Avelar, que ficou arquitetando planos para começar uma guerra contra os Di Feveré (o clã de Clementine) e os clãs que são seus amigos. Com isso, posso concluir que a Georgette foi bem eficiente na construção de suas personagens – e também da sua estória, super criativa e cheia de reviravoltas.

Mas é claro que nem tudo é perfeito, e há sim pontos contra. Para começar, eu achei o começo do livro meio lento. Foi difícil me manter focada, mas eu consegui – e valeu a pena, porque mais ou menos após a centésima página, lá para a segunda parte do livro (que é dividido em três), eu consegui engatar a leitura, e a estória se desenvolveu melhor. Outra coisa: eu achei bem legal a mudança de narrativa, mas seria bom ter alguma indicação sobre qual personagem está narrando naquela vez (até para facilitar o entendimento da estória e das emoções narradas). E por último, a linha do tempo; eu me confundi um pouco com ela. A estória começa no presente, depois volta três anos, quando Laura estava se mudando para Bristol, e algumas vezes ela avança no tempo, para então voltar ao tempo natural da narrativa. Não é algo que prejudique completamente, mas me senti perdida várias vezes.

Por fim... Vale muito a pena ler “Lázarus”. Ao que tudo indica, o livro faz parte de uma série – já que o final é inconclusivo – mas eu pesquisei e não achei nenhum livro que seja o volume seguinte a este; isso é ruim, porque estou muito curiosa para saber o que acontecerá com a Laura em seguida ao último acontecimento narrado neste livro. Ah, e queria dizer também que não gostei muito da capa, acho que ela pode ser mais chamativa e mais relacionada à estória. Mas não julguem! O livro é muito bom.


domingo, 20 de maio de 2012

Na Minha Caixa de Correio #43

Dessa vez consegui filmar \o/ Recebi três livros e comprei um esmalte, então o vídeo não ficou muito comprido. Dessa vez eu não mostrei nenhum livro dos clássicos que achei aqui em casa, mas foi por pura preguiça mesmo, hahaha. Enfim, assistam, e espero que gostem, (:

Chegou:
  • Revelações (Horizontes #1), por Roberto Laaf {Alcantis}
  • Vocação (Horizontes #2), por Roberto Laaf {Alcantis}
  • Lázarus, por Georgette Silen {Novo Século}
  • Esmalte “Poção Mágica”, da coleção Espelho, Espelho Meu {Colorama}

No Ar:

E aí, gostaram dos livros? Vou fazer o possível para postar uma nova promoção para vocês amanhã, e talvez uma no final da semana, também. E como falei no vídeo, em contrapartida, gostaria que vocês sempre comentassem nas postagens, dizendo o que acharam, para que eu possa sempre melhorar. Outro pedido que eu quero fazer é que vocês acessem o vídeo no Youtube e cliquem em “gostei”, porque isso ajuda a divulgar o canal do blog e, consequentemente, o próprio Books and Other Things.

E não se esqueçam de dizer para mim o que acharam do vídeo, dos livros, do esmalte, enfim... De tudo, haha. Ah, e digam para mim o que chegou para vocês durante essa semana.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Resenha: Irresistivelmente Fatal

Irresistivelmente Fatal, por Marcio Sheibler
Editora: Zum
Páginas: 168
Uma festa. Uma linda mulher. Sexo. E por fim, sangue. O jovem Leandro Biavatti pertencia a uma família rica e sempre estava acompanhado de belas mulheres. Evitava envolvimento sério com qualquer uma delas, pois sempre achava que estavam com ele apenas por interesse financeiro. Mas uma noite de êxtase na vida dele torna-se macabra, pois sua vida terminaria ali, em sua própria cama. Um crime misterioso, depravado e assustador. Seu melhor amigo, Rodrigo, aciona seu tio detetive, Otávio Medeiros, para tentar resolver esse caso enigmático. Ao longo da trama, acontecimentos e informações incríveis surgem e uma história fantástica vem à tona. Aliando erotismo e mistério, IRRESISTIVELMENTE FATAL relata sentimentos e atitudes muito presentes em nosso cotidiano, de um ponto de vista trágico e racional.


Leandro é um homem jovem e rico, “baladeiro” e também mulherengo. Na noite de sábado, saiu para uma festa. Domingo pela manhã Rodrigo, seu melhor amigo, liga para ele, que não atende ao telefone. É então que Rodrigo decide ir à casa de Leandro, e o que encontra lá o deixa apavorado: seu amigo morto na própria cama, esfaqueado no pescoço, e com um braço faltando.

Rodrigo aciona a polícia e chama o seu tio, que gosta de ser chamado de Medeiros, para ajudar com o caso, já que ele é um detetive aposentado. Os policiais procuram o braço de Leandro pela casa, mas não acham nada. Procuram também digitais, cabelos, mas nada do tipo é encontrado. Apenas uma mancha de batom na borda de um copo. Tudo dá a entender que Leandro foi assassinado por uma mulher, que fez sexo com ele antes de matá-lo.

Mas não é nem um pouco simples descobrir quem foi que matou Leandro. Rodrigo e Medeiros vão às boates que o então morto freqüentou no sábado à noite, falam com as mulheres para quem ele ligou e que ligaram para ele, mas tudo parece estar ficando mais confuso. Quando eles tem acesso às câmeras de vigilância do prédio, acharam que resolveriam o mistério, mas tudo torna-se pior ainda quando um pano com a inscrição ‘ninfas’ é posto em frente à câmera no momento que a assassina deixava o condomínio.

Após alguns dias, é divulgada na TV a notícia de que este mesmo tipo de assassinato foi praticado em outros três países. Na Holanda, a assassina vestia uma blusa laranja e uma saia preta, mesma roupa que a mulher que matou Leandro usava. E no Japão, o pano com o escrito ‘ninfas’ apareceu novamente. Então a mulher não estava agindo sozinha... Quem são as ‘ninfas’? E por que elas matam homens jovens e ricos, se não roubam nada deles, apenas suas vidas? Porque fazer sexo com as vítimas antes de matá-las? E é difícil todas essas informações começarem a se completar e fazer sentido. Difícil, mas não impossível.

“Irresistivelmente Fatal” é um livro, como posso dizer... Minúsculo. Ele é fino, com pouco mais de cento e cinqüenta páginas, e também é pequeno, do tamanho de um “pocket”. Ou seja, a leitura dele é extremamente rápida. Eu comecei o livro, parei pouco antes de página cem, depois voltei a lê-lo, e terminei “num piscar de olhos”, rs. Isso deve-se não só ao fato do livro ser pequeno, mas também pela narrativa ser envolvente. São tantos mistérios postos na estória, que o leitor só quer descobrir quem matou Leandro.

É um livro que não tem como você adivinhar quem é a assassina. Algumas personagens parecem mais suspeitas, outras são as que você pensa ‘essa não teria feito isso jamais’, e então, quando você descobre a verdade, é uma surpresa – parte dela, porque um pouquinho eu já sabia, sim, rs.

Não há muita diagramação no livro, e eu acho que, numa edição futura, isto deveria mudar. Não encher o livro de “frufrus”, mas a editora Zum poderia ter colocado alguns detalhes aqui e acolá, para melhorar o aspecto final. E confesso que também não gostei muito da capa. Ela é instigante, sim, pela silhueta feminina, a porta aberta para o quarto e tal, mas talvez ela pudesse ser um pouco diferente, revelando mais, e instigando o leitor à outros mistérios do livro.

Mas estas são questões visuais. Tiraram apenas meio ponto da nota final. Tratando-se da estória, eu a adorei, e não tenho reclamações. O Marcio Shceibler mandou muito bem, criou uma situação super legal, e os mistérios adicionados à trama foram muito bem pensados. Ah, e também adorei a história por trás das ‘ninfas’. Acho que descobrir isso, mais do que descobrir quem exatamente matou Leandro, era o que eu queria desde que a palavra foi mencionada pela primeira vez, rs. Enfim, eu indico o livro, mesmo que você esteja lendo outros livros no momento... A leitura é super rápida, você nem vê as páginas passando.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Resenha: Estigmas da Luz

Estigmas da Luz, por Liana Cupini
Luz e Escuridão #1
Editora: Above Publicações
Nota: 09
     Aurora é uma garota de dezenove anos, que apenas deseja ter uma vida normal e se curar de uma doença misteriosa que a manteve internada nos últimos dois anos em uma clínica médica, longe de sua família e seus amigos.
     Ela acorda de um sonho estranho e se vê em um lugar diferente - uma ilha enigmática, isolada do mundo. Seu irmão gêmeo, Tomas, que sempre se sentiu um prisioneiro, vê na fuga da horrível clínica a sua salvação, mas a reação da irmã ao descobrir seu plano é a pior possível e isso pode colocá-los em perigo.
     Nesta aventura eles conhecerão Sarah, a chefe do grupo “Sentinela”, que é apenas uma menina, e Gale, dono dos olhos verdes que guiaram Aurora em seu sonho. Gale logo conquista a amizade e confiança da garota; mas nada naquela comunidade parece ser normal.
     Tomas terá que provar para a Irmã que o impossível pode acontecer bem diante dos seus olhos, mesmo que ela ainda não consiga roubar as cores como ele. O que para uns é um dom, para outros é maldição.
     Segredos, mentiras e pecados por anos escondidos do mundo terão de ser revelados, agora que a luz foi despertada.
     “Descubra os Segredos Celestiais, descubra um novo mundo”.

Recebi “Estigmas da Luz” por causa do Book Tour do Selo Brasileiro. Demorei um pouco para engatar na leitura, porque apesar de a sinopse ter me deixado curiosa, os primeiros capítulos não me chamaram muito a atenção. E então tudo mudou. O livro me prendeu totalmente. E não sei se conseguirei explicar o porquê de forma coerente para os leitores desta resenha.

Aurora e seu irmão, Tomas, vivem na clínica do doutor Kuan, nos Estados Unidos, há mais de dois anos, fazendo um tratamento por causa de uma suposta doença muito rara que eles possuem, o que faz com que apareçam manchas em suas peles. Mas logo Tomas trata de fugir da Clínica, e levar a sua irmã junto, porque ele descobre algo que ele já desconfiava: eles não estão doentes, e o Dr. Kuan não é o que parece ser.

Ambos ficam, então, instalados na Ilha Padma, onde Aurora conhece Sarah, Gale e Lucas. A garota, que não gostou de ser “raptada” deste modo pelo seu irmão, mesmo tentando, não consegue se sentir bem na Ilha. E mesmo após saber que tem um “dom” – o qual ela despreza -, ainda acha que as pessoas dali são muito estranhas, e guardam muitos segredos.

"- Tom, é só uma brincadeira de criança. Não é sério, e você sabe disso.
- Eu não concordo. É sim uma forma de discriminação - ele parecia magoado com ela de alguma maneira. - E eu penso, e se nós pudéssemos fazer a diferença? Mostrar que todos são iguais, não importa a cor da pele.
- As pessoas sabem disso.
- Eu não acho que elas saibam. Pense em quantas pessoas sofrem com preconceito, com humilhações e até ataques. Você sabe que o preconceito existe. De forma menos ou mais aberta, ele existe." (p 56)

Aurora descobre que o povo que habita aquela Ilha denomina-se nefilins, filhos de anjos caídos com humanos – ou mortais, como eles chamam. Isso não lhes torna muito diferente dos outros. A diferença é que eles são um pouco mais fortes, alguns tem dons específicos, e eles carregam a memória de seus antepassados, além das suas próprias. Mas isso não faz com que ela goste mais deles, e após uma viagem ao Egito, a garota decide voltar para a casa dos seus pais, no Brasil.

É aí que o Dr. Kuan aparece novamente, e Aurora decide – é coagida a – viajar com ele para ajudá-lo a alcançar um objetivo, usando o seu dom para isto. E é quando Aurora revê Yuki, o filho do doutor, que é apaixonado por ela, e a ajuda a esquecer Gale, por quem ela se apaixonou. E Aurora, então, faz de tudo para desenvolver o seu dom, e ajudar Kuan, à medida que ela vai descobrindo mais sobre os Sentinelas, os nefilins da Ilha, e sobre muitas outras coisas.

"- Lola, espera - a voz de Tomas a fez parar. - Eu estou pedindo para ficar comigo.
- Eu lhe pedi para voltar comigo para o Brasil, mas você achou que o melhor era a vida na comunidade. Seus novos amigos. Você escolheu o seu caminho e eu escolhi o meu. Não me peça para voltar.
E ela partiu, com o coração em prantos, mas sem olhar para trás." (pg 239)

Eu comentei bastante sobre a leitura de Estigmas da Luz no twitter, e quem acompanhou os meus relatos tediosos viu que, após um tempo, eu fiquei realmente envolvida com o livro. Só parei por necessidades básicas, mesmo. No começo, achei a Aurora muito irritante, mimada e mal-agradecida. Mas, com o tempo, fui aprendendo a gostar dela e de outras personagens, também. Nem todos são o que pareciam ser no começo do livro. A estória dá uma reviravolta, depois da metade, e eu gostei muito do rumo que ela tomou.

Uma coisa que tenho que ressaltar, e que realmente me incomodou, foram os erros – grotescos, devo acrescentar – de revisão. Erros de concordância, palavras com metade em itálico, frases cortadas, esse tipo de coisa. Isso não influenciou em nada a estória, que é maravilhosa, a qual eu gostei muito; mas me irritou bastante, e por vezes tirou a minha concentração para o que estava sendo narrado. Espero que estes erros tenham sido corrigidos na nova versão do livro que foi lançado, agora com capa diferente – que eu achei muito mais bonita:


Ah, e mal posso esperar para ler o segundo volume da série, porque apesar de parecer que a estória ficou resolvida, sinto que ainda tem muitos mistérios para a série “Luz e Escuridão”.

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E agora, algo que todos gostam: sorteio (: Como tenho vários marca-páginas de Estigmas da Luz aqui em casa, que a própria Liana Cupini mandou, decidi que vou sortear cinco deles para apenas um ganhador, entre todos os que comentarem esta resenha. Lembrando que tem que ser um comentário decente, mostrando que você leu, ok?

A promoção vai até o dia 16/01, e o sorteio será realizado no site random.org. Para participar, você só deve deixar um comentário nesta resenha, com o seu e-mail e, se não estiver logado, nome de seguidor do blog (e claro, é obrigatório seguir o Books and Other Things através do GFC kk). Participem, e boa sorte!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Resenha: Draco Saga - O Despertar

O Despertar, por Fábio Guolo
Draco Saga #1
Editora: Independente (Selo Brasileiro)
Nota: 9,5
Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que sua sociedade e sua cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter. A praga, porém, somos nós. Humanos, mortais, gananciosos, sedentos por poder e riqueza em um mundo novo. Mundo este já anteriormente dominado por seres de inteligência muito superior que nos permitiram viver em paz em seus domínios por muito tempo. No entanto, não valorizamos a liberdade que nos fora dada. Agora o preço a pagar pode ser alto demais!

Recebi “O Despertar” por causa do book tour do Selo Brasileiro. Confesso que demorei um pouco pra engatar a leitura, até porque passei outros livros na frente dele. Mas uma vez que comecei a ler o livro, não consegui mais parar de pensar na estória, que é boa demais!

Dryfr é um poderoso dragão dourado que, após 29 décadas de hibernação, acorda de seu sono pensando que havia se passado apenas três meses de inverno. Notando que algumas coisas estão diferentes, mas sem saber por que, o Draco vai de encontro a seu Mestre, o “pai” de todos os dragões. E qual é a sua surpresa por saber que, durante todo este tempo em que passou desacordado, os dragões tem lidado com uma nova espécie que foi trazida ao Seu Planeta magicamente... Os seres humanos.

Uma raça claramente inferior, mas que vem causando vários danos durante estes séculos, os seres humanos vem preocupando cada vez mais os Dracos. Além de destruírem o Planeta onde vivem, estes seres, desprezados pelos dragões, que se consideram superiores e muito mais evoluídos do que eles – o que realmente são – ainda tiveram a ousadia de roubar ovos dos Dracos, sabe-se lá para que.

Durante uma reunião do Conselho dos Sábios, do qual Dryfr agora faz parte, fica-se decidido então como acabar com a raça humana. Atacando, disfarçadamente, os seus vilarejos mais pobres, mas onde há plantações e animais que sustentam as Cidades. Mas os planos mudam, e agora o alvo é Quatro Pontas, uma “Cidade” dividida entre quatro regiões, cada uma pertencente a um reino. Infiltrando-se, os Dracos vão descobrindo segredos, muitas vezes tenebrosos, e arquitetando a explosão de uma Guerra, que já estava para acontecer a muito tempo.

Além de ter que lidar com a missão que lhe foi dada, Dryfr divide o seu tempo entre isto e cuidar de sua fêmea, Wylyn, que está esperando um filhote seu. Mas eles não são um casal comum de dragões. Eles tem sentimentos. E Dryfr, à medida que o tempo passa, descobre cada vez mais sobre o que ele sente pela “esposa”, o que o ajuda, também, a entender melhor o comportamento humano, e o melhor a se fazer em sua missão.

Só que os reinos escondem muito mais do que os Dracos imaginam; principalmente Nova Roma, que Dryfr está encarregado de vigiar. Lá há mais segredos do que em qualquer outra região, e é lá que Dryfr, disfarçado, conhece Taramar, uma bruxa que é muito mais do que aparenta ser.

Não devo contar muito mais da estória, porque afinal, o livro é curto, tem apenas dez capítulos, e eu posso já ter falado demais. Devo dizer que “O Despertar”, sinceramente, superou as minhas expectativas. Óbvio que eu sabia que seria uma estória de dragões; mas não imaginei que eles seriam retratados deste jeito. E também, a narração do autor, o modo como os mistérios foram introduzidos à estória, as conversas sábias, os reinos... Tudo é bom demais!

Na verdade o livro é uma crítica ao comportamento humano, pois ele retrata exatamente o que nós fazemos, e como somos tolos. A diferença é que – até onde sabemos – não existe uma raça de dragões prontos a nos retirar da face da Terra, rs. Mas realmente, eu fiquei pensando bastante nisto. No que fazemos com o Planeta, e uns com os outros. Os seres humanos poderiam ser um povo mais evoluído, como os dragões, se não se deixassem levar pelas futilidades, como os Dracos chamam.

E o principal: que final foi esse? Confesso que, durante o relato da Guerra, eu fiquei entediada, e queria ter passado as páginas (o que me fez “tirar” meio ponto da nota total), mas os dois últimos capítulos me deixaram vidrada no livro. Fiquei tão triste pela Wylyn, D: E com muita raiva da Taramar. Caramba, eu fiquei triste, irada, confusa, curiosa... Tudo ao mesmo tempo! Gostei do final, deixou uma grande abertura pro próximo livro começar super bem. E me deixou querendo ler "A Sentinela" JÁ!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Resenha: Ethernyt: A Guerra dos Anjos

Ethernyt: A Guerra dos Anjos, por Márson Aqualti
Editora: Giz Editorial
Nota: 8
A contagem regressiva para o Fim dos Tempos já foi iniciada e não pode mais ser contida...

Quando o agente especial Rafael Thomas aceita o encargo de investigar a morte de um diplomata estrangeiro em solo brasileiro, ele não imagina no que está se metendo. Aos poucos, a verdade vai surgindo e ele descobre que por trás daquele crime encontra-se uma poderosa seita de fanáticos, cuja única pretensão é valer-se de uma antiga profecia apocalíptica para deflagrarem o Armagedon Bíblico.

Começa então, uma incrível caçada pelos quatro cantos do globo, onde Thomas e os Escolhidos acabam envolvendo-se com sociedades secretas milenares, rituais macabros, mistérios e enigmas, assassinatos, perseguições, tiroteios e batalhas épicas de tirarem o fôlego. Até depararem-se com uma terrível revelação: Anjos e Demônios existem, são reais e estão prestes a destruírem a Terra na batalha definitiva entre o Bem e o Mal.

Muita ação, suspense e aventura em uma história repleta de temas polêmicos, que vão desde a origem da Raça Humana, os grandes mistérios da antiguidade e o advento das religiões, até a existência de vida extraterrestre, culminando em uma visão sombria sobre o destino da humanidade...

Eu li “Ethernyt” por causa do Book Tour do Selo Brasileiro, mas acabei enrolando muito pra postar a resenha, e peço desculpas. Parei a leitura um tanto de vezes, mas sempre que eu pegava o livro, engatava e, quando percebia, várias páginas já tinham passado. Isso é porque a estória te envolve sem você nem se dar conta disto.

Rafael Thomas está em um de seus únicos dias de férias quando recebe uma ligação informando que o Superintendente Sérgio o está chamando para resolver um caso internacional; um caso que apenas ele poderia resolver. Bom, ele e mais uma parceira. Já irritado por não poder aproveitar sua folga, Thomas fica ainda mais desgostoso quando descobre que terá que trabalhar com alguém. Mas os problemas estão apenas começando.

Após visitar o local do crime, uma mansão na qual são encontrados nove corpos, incluindo o do Embaixador Francês Jean Paul D’Aurillac, e o de sua esposa, Thomas percebe que aquele caso seria o mais difícil de sua carreira, e ao mesmo tempo o mais bizarro. Procurando por pistas, Thomas vai até o hospital visitar um homem desconhecido que alega ter estado na mansão. É lá que, no meio de um atentado, Thomas conhece sua parceira, Desirré. Após mais um atentado, no qual Barrabás – o homem desconhecido – lembra seu nome – apesar de não se lembrar de mais nada além disto – e no qual Thomas encontra uma chave e coordenadas estranhas, eles conhecem Leon, um amigo de Desirré, e embarcam em uma aventura muito maluca, aonde, aos poucos, vão se descobrindo envoltos em mais mistérios, e em uma teoria sobre o Fim do Mundo, o qual eles terão que impedir.

- Não à viagem em si, mas ao destino para o qual ela nos conduz.
- A Fortaleza da Montanha? - Barrabás arriscou.
- Não, meu bom amigo – o anjo encarou-o pragmático – Estamos partindo numa viagem sem volta, rumo ao Final dos Tempos.

Desculpem esta descrição meio vaga, mas sinceramente, é meio difícil discernir o que seria spoiler e o que não seria, em meio a toda a estória. Os acontecimentos não param, por um minuto sequer. Os mocinhos estão sempre tendo que lidar com coisas bizarras, mistérios, tiroteios, e muito mais.

Adorei a narrativa do Márson. Achei-a rápida, mas na medida certa. O livro, que é grosso, não se torna entediante, e nem confuso, pelo tanto de informações. Achei que os mistérios foram revelados na medida certa, o que dá ao leitor tempo de criar teorias sobre todas as personagens, e também curiosidade, para saber se as mesmas estão certas. Mas ao mesmo tempo, algumas pequenas coisas que não gostei foram, por exemplo, algumas explicações desnecessárias, principalmente quanto às armas, e, em algumas partes da narração, o uso de palavras mais “elegantes”, o que eu achei um pouco forçado – lembrando, em algumas partes da narração, portanto, não durante todo o livro.

A capa de “Ethernyt” é linda, e faz jus à história. Pelo fato de ser uma trilogia, é óbvio que ficaram algumas pontas soltas no primeiro livro, mas não tem problema, espero que tudo seja desvendado depois, ao mesmo tempo em que mais mistérios sejam incrementados à estória. Eu indico “A Guerra dos Anjos”, e mal posso esperar para ler os outros dois volumes da trilogia.

Você pode saber mais sobre a trilogia “Ethernyt” acessando o site oficial, onde você pode conferir mais informações sobre o autor, além de fotos, opiniões, vídeos e outras coisas (:

xoxo

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Que Estou Lendo #2


O Que Estou Lendo é um post esporádico, onde falarei sobre a minha leitura do momento. Só postarei quando estiver gostando muito do livro, ou ele for uma super novidade – ou quando eu não tiver o que postar no blog.

O Despertar (Draco Saga #1), por Fábio Guolo
Editora: Independente (Selo Brasileiro)
Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que sua sociedade e sua cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter. A praga, porém, somos nós. Humanos, mortais, gananciosos, sedentos por poder e riqueza em um mundo novo. Mundo este já anteriormente dominado por seres de inteligência muito superior que nos permitiram viver em paz em seus domínios por muito tempo. No entanto, não valorizamos a liberdade que nos fora dada. Agora o preço a pagar pode ser alto demais!

Recebi “Draco Saga: O Despertar (Vol. 1)” há um tempo, através do Book Tour do Selo Brasileiro. Comecei a ler há um tempinho, mas daí eu pausei a leitura, e agora retomei. Após ler dois capítulos do livro, eu apenas pensava “Meu Deus, são tantos nomes estanhos, que eu não sei como o próprio autor não se perde!”, kk. Enfim, a estória está muito boa, é bem narrada, e falarei mais sobre o livro na resenha, não se preocupem, rs. Falando na mesma, ela sairá segunda-feira aqui no blog, então fiquem de olho (:

xoxo

sábado, 12 de novembro de 2011

Resenha: Garota Apaixonada em Apuros

Garota Apaixonada em Apuros, por Carolina Estrella
Editora: Folio Criação
Páginas: 141
ISBN: 978-85-63496-00-3
Preço: R$19,90 (Livraria Selo Brasileiro)
Nota: 3/5
Uma história de amor entre Gabi e Nelson que não dão o braço a torcer para ficarem juntos. Gabi tenta conquistar Nelson o tempo todo, mas Ele, tímido como uma porta, recusa as investidas da Garota apaixonada. Entre confusões e apuros esta Gabriela conta a aventura mais emocionante de sua vida: A conquista de seu primeiro amor e os desafios que enfrentou com as amigas para fazer com que Nelson se tornasse seu namorado.


Recebi “Garota Apaixonada em Apuros” por causa do Book Tour do Selo Brasileiro, e na verdade eu até demorei pra pegar o livro e finalmente lê-lo, mas uma vez que comecei a leitura, não parei até chegar ao final. Primeiro porque o livro é fino, tamanho “pequeno” – normal – e letras num tamanho bom, ou seja, tudo colaborando para uma leitura rápida. E, também, porque a estória me envolveu demais, a ponto de não poder parar até ver o casal feliz.

O ‘casal’ em questão é formado por Gabriela – a protagonista – e Nestor. Eles estudam na mesma escola, mas Nestor está um ano à frente de Gabi – como é chamada -, que estuda no primeiro ano do Ensino Médio – me identifiquei, rs. Ela repara nele quando o mesmo abraça uma amiga sua, Talita, também um ano mais velha. Decide conhecê-lo, e descobre que ele já era interessado por ela há muito tempo; portanto, decide investir nele. Mas Nestor é um garoto muito tímido, e não faz os primeiros movimentos para que eles possam ficar juntos. Gabi tem que deixar o orgulho de lado, e tomar a iniciativa.

Bom, eles se beijam sim. Mas o romance não começa por aí. Nestor insiste em fingir que nada aconteceu, e quer só amizade com a Gabi. Liga pra ela todo dia, mas não fala com ela na escola. E isso deixa Gabi cada vez mais intrigada. Até que ela descobre que Nestor tem vergonha dela, porque os amigos o zoaram por ter ficado com ela, que é um ano mais nova, e usa aparelho. Sim, infantilidade mil, rs. A partir daí, Gabi tenta ficar com Nestor, que se mostra interessado, depois finge que ela não existe, depois diz que gosta dela, mas decide ser só amigo, depois apronta algo que deixa Gabi muito chateada, e enfim... Demora muito até que o casal realmente viva o seu romance prometido, que também não é um mar de rosas.

Na verdade, foi exatamente isso que eu amei no livro. O romance dos protagonistas não foi algo do tipo ‘eu te vi, eu te quero, você me quer, ficamos juntos, alguém tenta nos separar, passamos por cima de tudo e todos e vivemos felizes para sempre’. É algo real, é a vida de um adolescente. Tem várias confusões, meninos sentindo vergonha de meninas, amizade feminina, separação familiar – que não foi muito comentada – e enfim, tudo pelo qual um adolescente pode passar. A Carol – intimidade, rs – interpretou muito bem esse nosso mundinho de rolos e sentimentos intensificados, e colocou tudo no livro, narrado em primeira pessoa, pela Gabi.

Apesar de o foco principal ser realmente o romance entre a Gabi e o Nestor, achei legal a autora abordar esses assuntos bem discutidos nessa idade. Poderia ter desviado um pouco às vezes, puxando a história um pouco mais pra amizade da Gabi com a Talita, a Thaís e as outras meninas, mas também ficou bom do jeito que está, rs. Gostei também dos toques de ‘comédia’ na narração, e principalmente, do fato de qualquer garota que ler – e até garoto também, talvez – poder se identificar com a protagonista, que é uma adolescente tão normal quanto qualquer outra.

Ah, e ponto pra nova edição, com a capa suuuuper linda, que eu amei! A que ilustra esse post, lá em cima, é a antiga, cuja edição veio pra mim. Mas com certeza, se eu tiver a oportunidade, quero comprar a nova edição. Essa é a capa, pra quem ficar curioso (a):


Bom pessoas, é isso. Desculpem-me pela falta de post aqui no blog, vou tentar postar mais, prometo, rs. Comentei nessa resenha, digam pra mim o que acharam, OK? (: Ainda hoje tem resultado da promoção de um ano e dois meses, e também falarei sobre um filme que assisti essa semana.

xoxo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Resenha: Teia Virtual

Teia Virtual, por Carlos Eduardo R. Bonito
Editora: Literata
Páginas: 260
ISBN: 978-85-63586-06-3
Preço: R$24,90 (Compre aqui)
Nota: 3/5
A internet é realmente um dos maiores veículos de comunicação já criados na atualidade. Nela podemos ser o que queremos, fugindo assim do mundo real, criando um mundo paralelo, onde figuramos de anjos a demônios, podendo até alimentar o ódio de não ser aceito pela sociedade no mundo real. Assim começa a elaboração de uma teia nociva, permissiva e a falsa impressão de se conseguir tudo o que se quer pela lei do menor esforço. Pessoas emocionalmente vulneráveis, de alma fraca, que transitam do mundo real ao virtual, na busca das soluções para seus problemas ou do sucesso pessoal, como, por exemplo, ser bem sucedida, como a invejada prima, sem nenhum esforço, acabar com a depressão, por ser um astro de rock e não saber lidar com o sucesso e a fama, ou alcançar a felicidade, estabilidade financeira e ser aceito como homossexual, no seio de uma família com valores que não aceitam esse comportamento, ou até mesmo, indo mais além, aos olhos da crença de uma ex-atleta, a palavra de Deus é distorcida e usada para se libertar e “libertar” a alma do seu marido, onde, na verdade só há o desejo de vingança. Afinal, a indução ao ódio é possível? Devemos ou não libertar os nossos demônios? Tudo é possível, quando se deixa cair e se prender a uma Teia Virtual doentia criada por um ser humano com uma inteligência fora com, mas renegado pela sociedade.

Demorei séculos pra postar essa resenha, porque sinceramente, demorei séculos pra terminar de ler o livro. Recebi-o pelo Book Tour do Selo Brasileiro e, portanto, tinha um prazo de 15 dias para lê-lo. E levei, realmente, quase quinze dias pra chegar ao final. Vocês saberão por quê.

Teia Virtual fala, óbvio, sobre internet. Mas, mais ainda, sobre os males que ela pode trazer, e sobre pessoas ruins, que se aproveitam da boa ‘net’ pra induzir outras pessoas a fazerem coisas que elas normalmente não pensariam em fazer, mas que, na verdade, sentem vontade, bem lá no fundo.

Nos é apresentado, logo no começo do livro, o promotor Alexandre, praticamente o personagem principal da história, e também a linda jornalista Helena, com quem ele namorou na faculdade, mas acabaram se separando por causa de um infortúnio. Conhecemos também Beth, uma advogada que defende com unhas e dentes os seus clientes, mesmo nos casos tratados como impossíveis. A história começa em um julgamento, em que a cliente de Beth diz ter sido induzida a matar sua prima, pelo seu amigo virtual, Fábio. Até aí seria “normal”, poderia ser considerada uma mentira, para tentar aliviar os anos que ela passará na prisão. Mas os casos seguintes – um rock star que matou seu empresário, um homossexual que matou seu pai e etc – tem a mesma coisa em comum: os “assassinos” tinham um amigo virtual, que lhes induzia a cometer os crimes. E assim o rolo todo começa.

Sinceramente, a trama não é ruim. A sinopse, apesar de grande, não revela muito – pra quem não leu a história -, mas está tudo ali, entrelinhas. O fato é que Teia Virtual é um livro que não me prendeu nem um pouco, infelizmente. Em minha opinião, são muitos capítulos – 75 + o epílogo, no total – bem pequenos, que poderiam facilmente ser transformados em uns 30, no máximo. Eu gostei da troca de pontos de vista, e achei muito construídas as perspectivas dos personagens, mas também acho que poderia ser indicado quando o ponto de vista mudou.

Além disso, algumas vezes a narração passava de primeira para terceira pessoa, assim, no mesmo capítulo, do nada. Foram poucas vezes, admito, mas o livro precisa de uma revisão, porque acaba confundindo o leitor. Fiquei triste com o final, mas até deu pra entender um pouco porque ele foi assim. Meio que deixa uma mensagem: não adianta você ter rancor de uma pessoa, porque amanhã ela pode não estar mais com você. O livro também deixa outra mensagem importante: cuidado com a internet. Nem todos que a usam querem o bem alheio, e temos que estar sempre atentos a essas pessoas.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Resenha: Por favor, não deixem a dor regressar

Por Favor, Não Deixem a Dor Regressar
Autor: Darlan Hayek Soares
Editora: Art Expressa
ISBN: 978-85-62154-13-3
Páginas: 160
Preço: R$16,00 (Compre Aqui)
O que você faria se encontrasse um campo de concentração nos nossos dias? O que faria se descobrisse que o holocausto pode acontecer novamente? Emocione-se com a história de Joel, um operário que é explorado pelo mesmo homem que por vários anos explorou seu próprio pai. Após perder a mãe vítima de uma doença terminal, Joel é obrigado pelo patrão a fazer uma viagem à capital, para supostamente fazer doações a um orfanato local. Sua vida, porém, começa a mudar quando conhece Brunella, uma das meninas do orfanato. Brunella vê em Joel a figura de um pai. Mas tudo começa a mudar quando Brunella e outras meninas do orfanato são misteriosamente raptadas por um grupo que deixa bilhetes com desenhos de suásticas a cada rapto. Envolvido emocionalmente com a pequena Brunella, Joel procura respostas para o desaparecimento da menina, e, encontra algo além do que poderia imaginar. Um campo de concentração, onde um grupo que defende ideais nazistas mantém prisioneiros crianças e estrangeiros. O que restaria a Joel então? Lutar para tentar impedir que a dor de um passado tão obscuro possa regressar. (Fonte)

“Por favor, não deixem a dor regressar” é um livro fino, com menos de duzentas páginas, por isso o meu primeiro comentário tem que ser: pra quê essa sinopse gigante no Skoob? Porque sério, aí ta contando praticamente o livro inteiro. Anyways... Ainda há mais para descobrir, graças à Deus! –qq.

O personagem principal da história é Joel, um homem simples e honesto que trabalha em uma fábrica – infelizmente -, a mesma na qual o seu pai trabalhou por muitos anos. Ele não gosta de seu trabalho, e na verdade, sonha em ser um escritor famoso. Mas nenhuma editora quer publicar o seu romance, o que o deixa muito triste, já que prometeu para a sua mãe que, um dia, ela teria em mãos um de seus livros.

Após um momento triste de sua vida, em que Joel se ausenta do trabalho por alguns dias, sem dar notícias, seu chefe decide que, como castigo, ele teria que viajar para a Capital, conversar com o prefeito e visitar um orfanato, para representar a fábrica, dando o apoio necessário às crianças órfãs. Mas quando Joel chega à Capital, vários mistérios o cercam, e ele acaba descobrindo algo que gostaria de nunca saber.

Gostei do estilo de narração do Darlan, gostei muito. Achei leve, de um jeito que prende a atenção do leitor, por ser uma escrita simples. A história também é muito boa, até por tratar – apesar de nem tanto quanto parece – de um assunto tão polêmico quanto a Segunda Guerra Mundial. Mas foi bom o foco não ser taaaanto nesses assuntos da Guerra, porque como acabei de ler Apátrida – resenha aqui -, achei que seria demais pra mim.

Só achei que o autor poderia ter demorado um pouco mais na narração, nos fatos, sabem? Tipo, falar um pouco mais sobre esse laço que o Joel criou com a Brunella, a criança no orfanato. Ele poderia ter explorado um pouco mais a história, deixar mais informações, e não focar simplesmente nesse Campo de Concentração, sobre o qual o personagem principal fica obcecado desde antes da centésima página, rs. Tirando isso, gostei muito da história.

A revisão do livro também está muito boa, encontrei pouquíssimos erros. A letra é grande e o papel é amarelado, então ficou ótimo pra ler. A capa, sinceramente, não iria me atrair de primeira, mas a sinopse sim, me deixou curiosa, antes de ler o livro. O único problema é, como eu falei, o excesso de informações. Anyways... Recomendo “Por favor...”, porque é bom, (;

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Resenha: Um Peixe de Calças Jeans

Um Peixe de Calças Jeans
Autor: Allan Pitz
Editora: Livro Novo
Páginas: 26
Nota: 8/10

"Um Peixe de Calças Jeans" é um livro fino, de pequenos contos infantis, que tem como propósito fazer as crianças terem umas às outras como iguais, independente de diferenças físicas, mentais, raciais, etc; e com isso, diminuir as ocorrências do bullying.

São cinco contos: "Um Peixe de Calças Jeans", "O Menino de Algodão", "Menina Cor-de-Rosa", "O Sapo que Não Comia Mosca" e "Gigante da Goiabeira", todos com menos de duas páginas, estórias curtas, mas com grandes significados. De acordo com o próprio autor, como é exposto no livro, a "moral da história" está entrelinhas, e é a criança - o livro é recomendado pra crianças de 5 à 9 anos - que deve perceber os valores expostos. Allan Pitz ainda dá sugestões de como as histórias devem ser contadas, e como as crianças devem pensar sobre a história, dizer o que acharam, o que fariam, do que mais gostaram e etc.

Não tem como eu falar de cada conto separadamente, porque eles já são super curtos, então tiraria toda a graça. Mas posso sim dizer que o que eu mais gostei foi o último, "Gigante da Goiabeira"; e o que menos fez sentido, ou enfim, menos me chamou a atenção, foi o primeiro e que, justamente, dá nome do livro: "Um Peixe de Calças Jeans".

Enfim... Se você tem um irmão (irmã) pequeno (a), ou conhece alguma criança, esteja ela envolvida com bullying - no papel de agressor ou agredido - ou não, eu recomendo esse livro. Pelas estórias serem curtas, não cansam a mente da criança, e os ensinamentos estão bem ali. São histórias com boas lições de moral, mas implícitas num simples conto infantil.

Beijos,
Samantha.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Resenha: A Morte do Cozinheiro

A Morte do Cozinheiro
Allan Pitz,
Above Publicações

“A Morte do Cozinheiro” é um livro curto e fino, e confesso que pensei que ele era bem maior. Apesar de ter poucas páginas, Allan Pitz as enche com os sentimentos de Luiz Aurélio, protagonista da história, e que admite logo na primeira página: “eu matei o cozinheiro”. Portanto, essa deixa de ser a pergunta principal. Agora, ela é: Por quê?

Luiz conheceu Carmem em um evento literário, um dos muitos que ele participou, eles conversaram muito, e logo se apaixonaram. Apesar de ter uma relação saudável, a mãe de Carmem nunca gostou deles, e nem do seu relacionamento, e fez de tudo para separá-los. Eventualmente, ela conseguiu.

Todas as 80 páginas de “A Morte do Cozinheiro” são cheias de sentimentos, e da amargura de Luiz, por ter perdido a sua Carmem para o tal cozinheiro, e por eles estarem felizes. Confesso que não gostei muito do começo, mas com o passar das páginas, a história foi me cativando. Às vezes a narração perdia um pouco o rumo, mas mesmo assim Allan conseguiu passar bem todos os sentimentos de Luiz, inclusive eu senti um pouco de insanidade no personagem.

Vi em algumas críticas que algumas pessoas não gostaram do final. Também não foi a minha parte preferida, mas desde a metade do livro eu já imaginava que ele terminaria assim, e não me desapontou. Fiquei com dúvidas em relação à Carmem, se ela era realmente como o Luiz achou, ou se tinha mudado depois da relação com Lucas, o cozinheiro, mas enfim... Um final satisfatório.

Recomendo “A Morte do Cozinheiro”, por ser uma leitura rápida – dá pra ler em mais ou menos uma hora -, ser também literatura nacional, e por ser – até certo ponto – uma história com a qual as pessoas podem se identificar.

Beijos,
Samantha.