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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Resenha + Promoção: Do Seu Lado

Do Seu Lado, por Fernanda Saads
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320.
Após um longo tempo de terapia para se recuperar de um fora, Sarah parece estar bem. Quer dizer, ela já recuperou seu peso normal e consegue pensar em outras coisas além de Bruno. O problema é que no fundo ela vive fantasiando o dia em que esbarra com ele na rua e: pimba! Ela está linda e radiante e ele percebe a mancada que deu. Seus planos são simples: reconquistar Bruno e depois dar o troco que ele merece. Mas o destino lhe prega uma peça quando Nestor, seu chefe, pede que ela visite um novo cliente e, de repente, tudo vira de cabeça para baixo. Lá está ela de frente para o seu antigo amor, que parece mais irresistível do que nunca! Enquanto isso, seu melhor amigo, Igor, sempre presente e irritantemente perfeito, não suporta vê-la cair nas garras do bonitão outra vez. Sarah terá que lutar contra os próprios conceitos para descobrir o verdadeiro sentido do amor.


Sarah é uma arquiteta nada glamurosa, que há anos atrás sofreu muito com a traição e, consequentemente, separação de Bruno, seu agora ex-namorado. Ela até hoje tem a fantasia de que esbarraria com ele na rua, e o ex perceberia como ela está bonita e feliz, e veria a “burrada” que ele fez. Ela já imaginou milhares de diálogos e cenas para este reencontro, mas quando o mesmo realmente acontece, Sarah fica simplesmente sem palavras.

Enquanto a protagonista tem que lidar com o reencontro com seu ex-namorado, ela tem o apoio de Igor, o melhor amigo dela. Inteligente, trabalhador, engraçado, culto... Igor é perfeito. É o melhor dos melhores amigos. E não quer ver a amiga sofrer novamente, portanto desaprova qualquer tipo de aproximação de Sarah com Bruno. Mas quando o ex-casal começa a sair novamente, e Sarah se pega pensando em reatar o romance com Bruno – mas apenas para se vingar dele, como ela diz – o afastamento dos melhores amigos é inevitável, e a mulher começa a pensar se o que ela está fazendo é realmente certo.

Contando com a ajuda de Fátima, uma de suas clientes, que é uma mulher mais velha e experiente nos assuntos da vida – também muito simpática, engraçada e amorosa – e também com as dicas – bem “tortas”, pra falar a verdade – de Renata, Sarah aprenderá a enxergar que o amor, na verdade, sempre esteve ao seu lado. Mas será que ainda dá tempo de viver este romance, agora que o seu amado já está namorando outra?

É claro que a partir do momento em que eu li a sinopse de “Do Seu Lado”, eu já sabia o que iria acontecer no final. Este é o único ponto fraco do livro: ser clichê. E eu começo com o ponto fraco porque o que eu quero enaltecer mesmo são os pontos fortes. Primeiramente, eu adorei a narrativa, que é muito leve e descontraída, tornando fácil e rápida a leitura. Para vocês terem uma ideia, eu li o livro em apenas uma tarde. O leitor sempre precisa saber o que acontecerá em seguida, porque o final é óbvio, mas os meios para chegar a ele são misteriosos.

Outra coisa que eu amei em “Do Seu Lado” foram as personagens. Todas elas são cativantes e importantes para a estória. Mas posso destacar duas que eu amei. A primeira: A Fátima, que ajudou bastante a Sarah, e é também uma figura ilustre e necessária. Todo mundo deveria ter uma amiga Fátima, sinceramente. Outra personagem que eu adorei foi a avó de Sarah, uma senhora jovial e que sempre incentivou o romance dela – com o homem certo, é claro.

Mas uma personagem que me irritou bastante durante a leitura foi, definitivamente, a Sarah. Primeiro porque ela não conseguiu enxergar uma coisa óbvia, que estava “embaixo do nariz dela”. Segundo porque ela foi muito estúpida em reatar com o Bruno – poxa, errar uma vez é humano, mas errar duas vezes? É pedir pra sofrer, mesmo. Mas tudo bem, porque no fundo ela fez as escolhas certas, e deixou-se levar pelos sentimentos, sem ficar pensando nas consequências – algo que eu adorei, e que foi influenciado pela Fátima, tá?

Por fim, quero elogiar a capa, que também é muito linda! A diagramação da Novo Conceito foi bem simples neste livro, mas nem era necessário muito mais do que isto, já que a estória toma completamente a concentração do leitor. Quero parabenizar a Fernanda Saads, por um livro gostoso de ler, bem escrito e super leve, que merece reconhecimento. Eu tenho muito orgulho de ser brasileira, e saber que no nosso país há escritores tão bons quanto os lá de fora. E não deixem de ler “Do Seu Lado” – a leitura passa tão rapidamente que no final você estará pedindo por bis!

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Agora você ficou curioso com a estória, e quer ganhar um exemplar? É claro que vai rolar sorteio do kit, que contém o livro, um marca-páginas e uma sacola personalizada, muito linda! Se você quiser dar uma olhada no kit, assista ao vídeo “Na Minha Caixa de Correio #46”, em que eu o mostro. E, sem mais delongas, vamos à promoção:

Para participar, é bem fácil. Você só tem que: 1) Ter endereço de entrega no Brasil; 2) Seguir o blog publicamente através do Google Friend Connect; e 3) Preencher corretamente o formulário do Rafflecopter. Caso tenha alguma dúvida quanto ao formulário, deixe-a em forma de comentário e eu respondo, ok?


E lembrem-se de preencherem todas as chances extras, já que o sorteio é aleatório, e você pode ganhar por qualquer coisa! E comentem bastante na resenha, eu vou ficar super feliz se vocês me disserem o que acharam do livro e dos meus comentários. Participem bastante! E boa sorte a todos vocês!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Resenha: 6º Alvo

6º Alvo, por James Patterson e Maxine Paetro
Clube das Mulheres Contra o Crime #3
Editora: Arqueiro
Páginas: 208
Um assassino fora de controle: Quando um homem abre fogo contra uma balsa lotada no porto de São Francisco, a tenente Lindsay Boxer é imediatamente convocada. Ao chegar ao local, ela se depara com um cenário assustador: três pessoas estão mortas e sua amiga Claire Washburn encontra-se gravemente ferida. A tenente promete a si mesma que vai colocar o criminoso atrás das grades. O sequestro de uma criança: Trabalhando com o inspetor Richard Conklin, Lindsay consegue prender o assassino. Assim que o julgamento começa, outro caso desperta a atenção da polícia. Madison Tyler, de cinco anos, filha de um conhecido jornalista, desaparece perto de casa. Não há tempo a perder: Enquanto Yuki Castellano tenta condenar o atirador da balsa à pena máxima, Lindsay tem que deter o sequestrador. Outras crianças foram raptadas, mas não houve pedido de resgate. Numa corrida contra o relógio, a tenente sabe que precisa encontrar os pequenos reféns antes que seja tarde.


“6º Alvo” é o sexto livro da série Clube das Mulheres Contra o Crime, lançado no Brasil pela editora Arqueiro. Logo que eu o recebi para resenha, fiquei louca para ler imediatamente, mas tive que esperar. Mas quando eu peguei o livro e decidi ler, não parei até que terminasse. E a leitura valeu a pena, como sempre.

Lindsay é chamada no seu dia de folga a uma cena de crime em uma balsa. Chegando lá, ela descobre que um cara, aparentemente louco, atirou em cinco pessoas, ferindo gravemente quatro, e depois fugiu com a arma do crime. E além de o fato frustrante de que a polícia não tem nada até o momento, além de uma descrição mais ou menos, a tenente acaba tendo que lidar com outro problema muito maior: Claire Washburn, sua amiga, foi uma das feridas, e pode morrer a qualquer momento.

Ao mesmo tempo, uma criança é sequestrada junto à sua babá; a menininha, que tem menos de dez anos, é filha do dono do jornal Chronicle, o chefe de outra amiga de Lindsay. A polícia começa a investigar o sequestro, que é caracterizado pelos bandidos não pedirem recompensa. Sabendo as implicações que isso sugere, Lindsay e Cocklin, seu parceiro, devem correr contra o tempo, a fim de achar Madison, a menina sequestrada, viva e bem.

E por último, Lindsay ainda tem que enfrentar mortes e mais mortes completamente estranhas no prédio em que Cindy, sua amiga jornalista, mora. Com medo de que algo possa acontecer com sua amiga, e sem saber direito quem está matando aquelas pessoas e porque, a tenente só quer punir de uma vez por todas estes bandidos, e ajeitar a sua vida pessoal, que anda mais bagunçada do que qualquer outra coisa.

Eu confesso que não sei muito bem – ainda – o que falar ou não sobre a estória. Apaguei várias palavras, achando que seriam spoilers, e ainda não me sinto completamente satisfeita, porque parece que eu contei pouco sobre o que acontece. É esse o efeito de “6º Alvo” – assim como “4 de Julho” e “5º Cavaleiro” – produzem em mim: não saber como explicar o livro.

Devo dizer que não achei este livro tão bom quanto o anterior. Talvez por minhas expectativas estarem mais altas, acho que “6º Alvo” foi mais do mesmo. É claro que foi emocionante, e os conflitos amorosos que o James e a Maxine inseriram na estória deram um “tchan” no livro. Outra coisa diferente dos dois volumes anteriores: desde o começo eu já sabia quem tinha sequestrado as crianças (não foi só a Madison); achei isso ruim, porque é justamente pelo leitor não saber quem cometeu o crime que a estória se torna mais legal. E quanto ao título (sempre tem um porque, afinal), eu ainda estou em dúvida de acho uma informação genial, legal ou desnecessária para a estória. Sério, estou em dúdiva.

Mas eu falando tudo isso, até parece que o livro é ruim. Não é o caso. Como eu falei, há algumas reviravoltas na vida da Lindsay, e gostei de terem acrescentado isso a estória. Gostei também do julgamento do atirador da balsa, porque essa foi a tensão do livro: não saber se ele seria condenado ou não. A capa é linda, outro ponto positivo – e tem a ver com a estória, também. E algo que eu gosto nos livros do James Patterson, e que não mudou neste, é a capacidade que ele tem de te trazer para a estória e não te soltar até que você termine a leitura.

Por fim: vale a pena ler, até porque o tema é interessante; só não é uma leitura obrigatória, do tipo que você vê na livraria e pensa “eu preciso ler este livro”. Você lê porque ele é curto e bom, e também continuação de uma série que é ótima.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Resenha + Promoção: O Sonho de Eva

O Sonho de Eva, por Chico Anes
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Dra. Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme. Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem. Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.


Eva estava dando uma palestra em outro país quando recebe duas notícias horríveis: sua amada irmã mais nova, Anna, jogou-se da sacada do seu quarto e morreu; e seu filho autista, Joachim, foi sequestrado – e não há a mínima prova que possa levar a polícia brasileira ao paradeiro dos sequestradores.

A Dra. Eva volta imediatamente para o seu país natal, e conta com o apoio de Alec, seu antigo namorado e agora amigo, para superar a perda da irmã e a falta de informações no sequestro de Joachim. No enterro de Anna, Eva conhece Adhya, que representa a empresa Yume, onde a sua falecida irmã trabalhava – mais especificamente, no projeto DreamGame, que promete fazer as pessoas jogarem enquanto sonham, tornando as experiências mais reais. Adhya quer que Eva assuma o lugar de Anna no projeto, já que esta é também uma cientista renomada, e estuda os sonhos lúcidos, nos quais as pessoas estariam sonhando, mas ainda consciente de seus atos. Pois bem, Eva pede um tempo para pensar, e Adhya a deixa em paz... Por pouco tempo.

Após algumas semanas, Eva é despedida da universidade na qual trabalha, com o pretexto de que suas pesquisas e teorias não traziam mais benefícios para a universidade. Ela, já desconfiada quanto a morte da irmã e o sequestro do filho, decide aceitar a proposta de Adhya, e vai trabalhar na Yume... No outro lado do país – na China! E deixa Alec no Brasil, enquanto o mesmo faz pesquisas para tentar descobrir o que está por trás do DreamGame, que não é apenas um jogo revolucionário, mas sim uma forma diferente de controle mental, capaz de acabar com o livre-arbítrio dos seres humanos, e que pode escravizar – de uma forma totalmente inimaginável – a população da Terra.

“Havia Anna. A certeza de ter sido a irmã assassinada por alguma relação com o projeto DreamGame aumentava.
E havia, principalmente, Joachim. Sua intuição a empurrava em direção a Yume. Algo que sentia crescer em seu ventre, uma segunda gravidez preenchendo de esperança. Conhecia os riscos, mas não desperdiçaria seu melhor palpite para encontrar o filho.” Página 70.

Eu já fui conquistada por “O Sonho de Eva” desde o momento em que eu bati o olho na sua capa linda, e li a sinopse instigante. Na medida em que eu ia lendo e descobrindo tudo por trás do DreamGame, eu passei a amar o livro. A narrativa do Chico é muito boa, gostosa de ler. No começo o livro estava um pouco parado, mas após algumas páginas, ele entra em um ritmo rápido, mas ótimo, em que o leitor descobre várias coisas, e ao mesmo tempo percebe que ainda tem muito que descobrir.

A Eva é uma mulher forte. Ela ficou muito triste com a morte da Anna, e angustiada com o sequestro de Joachim, mas soube controlar isso para interpretar bem o seu papel de cientista, e descobrir o que a Yume estava planejando, e onde eles escondiam o seu filho. A vida dela não foi um mar de rosas, mas ela tinha em Joachim, Anna e Alec os seus portos seguros... Seus pilares. E é com a ajuda de Alec – outro personagem ótimo e cativante – que ela conta para desmascarar a Yume de uma vez por todas, e acabar com a palhaçada do DreamGame.

Eu recomendo “O Sonho de Eva”, porque é uma leitura rápida, a narrativa é muito boa, a linguagem também é super fácil de entender e acompanhar, e achei o desenrolar da estória muito bom e bem trabalhado. Ah, e um personagem que vocês provavelmente vão amar é o Zed, paciente de Alec que ajudou bastante seu doutor e a amada do mesmo. Eu, pelo menos, ri bastante com as falas dele, e adoraria ter um amigo assim, fofo e prestativo.


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E, como sempre, eis a promoção! Quem participar concorrerá a um kit com a caixa, o livro, um marcador de páginas e uma máscara para dormir personalizada do livro. As regras são as mesmas de sempre: seguir o blog publicamente através do GFC; ter endereço de entrega no Brasil; e preencher o formulário corretamente – qualquer dúvida, comentem!


a Rafflecopter giveaway

A promoção começa hoje e termina no sábado, dia 04/08. Eu espero que vocês gostem, e lembrem-se de divulgar bastante, tá?! (:

sábado, 23 de junho de 2012

Resenha + Promoção: Garotas de Vidro

A verdade nem sempre é o que enxergamos.

Garotas de Vidro, por Laurie Halse Anderson
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Lia e Cassie são amigas há anos, ambas congeladas em seus corpos. No entanto, em uma manhã, Lia acorda com a notícia de que Cassie está morta, e as circunstâncias de sua morte ainda são um mistério. Não bastasse isso, Cassie tentara falar com Lia momentos antes, para pedir ajuda. Lia tem de lidar com o pai, que é um renomado escritor, sua madrasta e a mãe, uma cardiologista que vive ocupada, salvando a vida dos outros. Contudo, seu maior tormento é a voz dentro de si mesma, que não a deixa se esquecer de manter o controle, continuar forte e perder mais, sempre perder mais, e pesar menos. Bem menos.

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“Garotas de Vidro” é narrado por Lia, que é uma adolescente, quase adulta, que sofre de anorexia. Ela conta as calorias de tudo o que come, não ingere mais do que quinhentas calorias por dia – e se ingere se sente suja –, faz exercícios físicos pesados praticamente todos os dias, acha que seus pais e sua madrasta estão querendo deixá-la gorda e feia, e a cada dia, seu corpo e sua mente se deterioram mais.

Lia é uma garota com o psicológico completamente bagunçado. Ela recebe a notícia de que sua ex-melhor amiga acabou de morrer, sozinha, em um motel barato... Depois de lhe ligar trinta e três vezes. Lembrando-se dos momentos que passou com Cassie, da promessa que elas fizeram de serem as mais magras da escola, e pensando que quanto mais magra ela for, mais forte ela será, Lia acaba entrando cada vez mais no seu mundo, fechando-se para os seus parentes.

Desde a morte de Cassie, Lia começa a ter alucinações bem pesadas. Ela vê sua amiga todos os dias, como se ela estivesse lhe perseguindo... Ela sente que Cassie quer que ela passe para o outro lado, que ela morra também, para lhe fazer companhia. Isso, somado à mente deturpada da garota, só faz com que ela sofra mais. Ela acha que sua psicóloga, sua mãe, sua madrasta e seu pai não querem o seu bem, e a única pessoa na qual ela confia é Emma, sua meia-irmã... Será que a garotinha de nove anos vai ser capaz de fazer Lia conseguir superar o seu problema? Será que Lia será forte, e deixará de ser uma garota gelada?

“Garotas de Vidro” é um livro para quem tem mente forte. Digo isso porque o tema é triste, a estória é mais triste ainda, e a narrativa deixa o leitor frustrado e, novamente, triste. Lia é uma garota igual a muitas outras espalhadas pelo mundo: com transtorno alimentício, autoimagem desfigurada, que não consegue confiar em ninguém. É tão triste ver ela se deteriorando cada vez mais, psicológica e fisicamente... Eu não consigo nem imaginar como deve ser ter um ente querido sofrendo com uma doença assim.

A autora, Laurie, conta que pesquisou bastante a doença, e recebeu pedidos de várias pessoas, para escrever sobre isso. Ela pediu ajuda à sua amiga, que é psicóloga, e a outras pessoas, para ajudarem ela a tornarem os sintomas de Lia bem reais. Eu achei isso muito bom, e desde o começo fiquei me perguntando por que a Laurie decidiu escrever esse livro. Os detalhes são super-reais, e apesar de o tema não ser tão abordado quanto deveria, a mensagem ficou implícita: esses transtornos alimentícios são muito perigosos, e bem difíceis de serem tratados, já que mexe muito mais com a parte psicológica do que com a parte física... E estão se tornando cada vez mais comuns.

Foi um pouquinho difícil me acostumar à linguagem da Lia, que constantemente interrompe a narrativa para “falar” palavras soltas, mas com o tempo passa a ser normal. E o começo do livro é um pouco lento, também, mas teve uma hora em que a estória deslanchou, e eu não consegui tirar o olho do livro. Tive que ler praticamente tudo de uma vez só, parei apenas para dormir. Quanto ao título, eu achei a tradução ótima. Se a editora Novo Conceito traduzisse literalmente – já que o título original é “Wintergirls”, a tradução ficaria “Garotas Geladas” – acho que ficaria meio estranho. “Garotas de Vidro” demonstra a fragilidade da personagem principal e de sua melhor amiga – e de todas as garotas que sofrem com esse tipo de doença, pra falar a verdade. A capa é linda, eu adorei! A diagramação é bem simples, e revisão estava muito boa. Eu indico o livro, com certeza. É uma leitura ótima e obrigatória, mas como eu disse, é bom ter uma mente bem formada.

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E agora, a promoção. Dessa vez eu decidi fazer pelo facebook, mas não com data marcada para terminar. Farei que nem a última promoção que eu postei: quando a página do blog no facebook chegar às quinhentas curtidas, eu farei o sorteio. Para participar, é bem fácil. Olha só:

Regras
  1. Seguir o blog publicamente através do Google Friend Connect;
  2. Curtir a página do blog no facebook;
  3. Curtir a página da editora Novo Conceito no facebook;
  4. Compartilhar esta imagem;
  5. Ir à aba ‘promoções’, lá na página do blog, e clicar em ‘quero participar’.

Tá bem fácil, né? Claro, desta vez não tem formulário do Rafflecopter, a promoção é só no facebook mesmo (sem contar que tem que seguir o blog, mas isso é de praxe). O compartilhamento da foto é uma forma de fazer outras pessoas terem conhecimento da promoção. E se quiserem divulgar, eu ficarei agradecida. Enfim, é isso. Participem, comentem a resenha, e boa sorte!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resenha + Promoção: O Clã dos Magos

O Clã dos Magos, por Trudi Canavan
A Trilogia do Mago Negro #1
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448
Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam. Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente. Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.


Sonea é uma garota que vive na favela de Imardin. Ela, que tenta não se meter em encrenca, pelo bem dos seus tios, um dia participa da revolta dos jovens favelados contra a Purificação, evento realizado pelos magos, que expulsa todos os moradores "suspeitos" da cidade. Num ímpeto de raiva, Sonea atira uma pedra na direção dos magos - e, contrariando todas as expectativas, a pedra transpassa a barreira mágica dos magos. Mas a única forma de algo quebrar a barreira é através da própria magia. Com essa constatação, Sonea descobre algo sobre si que muda completamente a sua vida: ela é uma maga; e uma das mais poderosas.

Logo após ela acertar uma pedra na têmpora de um mago durante a Purificação, Sonea se dá conta de que o que ela fez não foi normal. Espantada com a possibilidade de ser morta pelos magos – que não tem boa reputação entre os favelados – ela foge e passa a se refugiar em locais abandonados, ou até em galpões e porões de moradores da favela. Com a ajuda de Ceryni – mais conhecido como Cery –, seu amigo fiel, Sonea acaba buscando proteção entre os Ladrões, um grupo de assaltantes e assassinos que aceitam protegê-la, se ela se tornar a maga particular deles. O problema é que Sonea não sabe como desencadeou sua magia, e muito menos tem conhecimento sobre como controlá-la – o que pode por a sua vida, e a vida de todos ao seu redor, em risco.

Enquanto isso, os magos – que não querem matar Sonea – a procuram com afinco, tentando persuadi-la a ir ao Clã, pelo menos para aprender o Controle – ou seja, para aprender a não se matar quando a magia ficar muito forte – e querendo que ela entre para o Clã, tornando-se uma aprendiza e, posteriormente, uma maga. Rothen – o mago que percebeu o que ela fez no dia da Purificação – e Dannyl – companheiro, amigo e ex-aprendiz de Rothen – chegam a colocar uma recompensa por Sonea – cem moedas de ouro, o que equivale a... Bastante dinheiro. Mas é claro que nada é tão fácil, Sonea não coopera, e nem todos os magos a querem no Clã – e nem todos que a querem tem motivos solenes.

A narrativa do livro é bem rápida, e a leitura flui. Eu, que costumo ler uma página por minuto, me peguei lendo cerca de cem páginas por hora. Isso se deve também ao fato de a protagonista sempre estar em ação, tendo que fugir dos magos do Clã, achando que eles vão matá-la. Mas ao mesmo tempo, senti que muito da primeira parte do livro poderia ter sido excluído. Tá bom, pode servir para conhecermos melhor a Sonea, seus medos, enfim... Seu lado da estória. Mas mesmo assim, eu cheguei à metade do livro e ela não tinha ido para o Clã ainda. Chega uma hora que se torna frustrante – e que bom que foi bem nessa hora que as coisas mudaram radicalmente.

Eu gostei bastante do mundo que a Trudi criou, e principalmente das personagens. É incrível como eu consegui me por no lugar da Sonea, e sentir o ódio, a desconfiança, as dúvidas que ela sentiu. E ao mesmo tempo, me pus no lugar de Rothen e dos outros magos, querendo conhecer melhor a maga que conseguiu despertar sua magia sozinha – algo bem incomum –, ao mesmo tempo uma favelada; sem saber se ela pode causar ao Clã, se ela é boa, se é ruim. E nossa, como eu senti raiva do Fergun, um mago prepotente, que acha que pode fazer o que quiser com quem quiser. Sério, mata ele, Trudi!

“O Clã dos Magos” é aquele livro viciante, que você já quer ler só por olhar a capa, que você fica ansiosa, doida para tê-lo em mãos, após ler a sinopse, e com o qual você não se decepciona, após terminar a leitura. A Trudi desenvolveu a estória muito bem. Para começar, ela pegou um tema não muito tratado – pelo menos por aqui – que é a magia. Criou uma estória fantástica e bem criativa, uma protagonista cativante e com quem o leitor pode facilmente se identificar, depois lhe deu características super comuns, para então dar-lhe uma estória e um futuro brilhantes.  Parabéns à Trudi, porque a mim ela conquistou.

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E agora o resto do post, que é sobre a promoção. Desta vez, ela é diferente. Eu estipulei a data no formulário do Rafflecopter, mas a promoção só acabará quando o blog chegar aos oitocentos seguidores. Se chegar a data do sorteio e o blog não tiver este número de seguidores, eu adiarei o sorteio. O resto é o de sempre: seguir o blog publicamente, preencher o formulário certinho, e de preferência tentar ganhar todas as chances extras. Participem, e boa sorte! ;D


domingo, 20 de maio de 2012

Na Minha Caixa de Correio #43

Dessa vez consegui filmar \o/ Recebi três livros e comprei um esmalte, então o vídeo não ficou muito comprido. Dessa vez eu não mostrei nenhum livro dos clássicos que achei aqui em casa, mas foi por pura preguiça mesmo, hahaha. Enfim, assistam, e espero que gostem, (:

Chegou:
  • Revelações (Horizontes #1), por Roberto Laaf {Alcantis}
  • Vocação (Horizontes #2), por Roberto Laaf {Alcantis}
  • Lázarus, por Georgette Silen {Novo Século}
  • Esmalte “Poção Mágica”, da coleção Espelho, Espelho Meu {Colorama}

No Ar:

E aí, gostaram dos livros? Vou fazer o possível para postar uma nova promoção para vocês amanhã, e talvez uma no final da semana, também. E como falei no vídeo, em contrapartida, gostaria que vocês sempre comentassem nas postagens, dizendo o que acharam, para que eu possa sempre melhorar. Outro pedido que eu quero fazer é que vocês acessem o vídeo no Youtube e cliquem em “gostei”, porque isso ajuda a divulgar o canal do blog e, consequentemente, o próprio Books and Other Things.

E não se esqueçam de dizer para mim o que acharam do vídeo, dos livros, do esmalte, enfim... De tudo, haha. Ah, e digam para mim o que chegou para vocês durante essa semana.

sábado, 12 de maio de 2012

Resenha + Promoção: A Arte da Imperfeição

A Arte da Imperfeição, por Brené Brown
Editora: Novo Conceito
Páginas: 184

Este importante livro é sobre a jornada de uma vida, deixando de se preocupar com "O que os outros vão pensar?" e acreditando que "Eu sou suficiente". A habilidade ímpar da autora em misturar pesquisa original com relatos faz com que a leitura de A Arte da Imperfeição pareça uma longa e animadora conversa com uma amiga muito sábia que oferece compaixão, sabedoria e ótimos conselhos. A cada dia nos deparamos com uma enxurrada de imagens e mensagens da sociedade e da mídia nos dizendo quem, o que e como devemos ser. Somos levados a acreditar que, se pudéssemos ter um olhar perfeito e levar uma vida perfeita, já não nos sentiríamos inadequados. E se eu não posso manter todas essas bolas no ar? Por que não é todo mundo que trabalha duro e vive às minhas expectativas? O que as pessoas vão pensar se eu falhar ou desistir? Quando posso parar de provar a mim mesmo? Em A Arte da Imperfeição, Brené Brown, Ph.D, é uma especialista em vergonha, autenticidade e compartilha a coragem que aprendeu em uma década de pesquisas sobre o poder de viver sinceramente.


“A Arte da Imperfeição” não tem uma história contínua, mas fala sobre aceitação, vergonha, coragem, perfeccionismo e outros tópicos do gênero; a autora nos conta histórias que aconteceram com ela, e vai compartilhando, durante as cento e oitenta e quatro páginas, o que ela aprendeu com a sua pesquisa. Ela fala sobre o que é necessário para viver uma Vida Plena, o que sentimos quando nossas ideias ou ações são rejeitadas, e o que fazer para que a vergonha não tome conta de nós; para que não nos deixemos sufocar pelos sentimentos ruins.

Os tópicos são bem divididos, e a autora vai falando sobre cada sentimento aos poucos. Nos introduzindo as definições dos assuntos, como ele se aplica na nossa vida, por que ele é importante, o que podemos fazer para praticá-lo, etc. A leitura é bem leve, e a linguagem é bem simples, então não é nada que fique complexo ou chato para o leitor.


“Optar pela autenticidade não é uma escolha fácil. E. E. Cummings escreveu: “Ser ninguém-a-não-ser-você-mesmo em um mundo que faz o possível, noite e dia, para fazer de você qualquer um, menos você mesmo, significa travar uma das batalhas mais duras que qualquer ser humano já travou, e nunca parar de lutar”. “Permanecer real” é uma das batalhas mais corajosas que iremos lutar”. (Página 79).

Algo com o qual eu me conectei com o livro foi quando a escritora fala sobre não aceitar os seus defeitos, e se auto-criticar quando algo dá errado. Por exemplo: eu odeio tirar notas baixas. Me sinto burra, e fico repetindo para mim mesma ‘como eu pude errar essa questão?’, ‘não sou eu que as pessoas consideram tão inteligente? Como é que tirei essa nota?’ e etc. E isso não é bom, como a Brené faz questão de ressaltar. Ela própria diz: nós não magoamos outras pessoas quando as criticamos? Então, conosco é a mesma coisa: nós nos magoados ao nos criticarmos. Isso, pra mim, foi muito importante. É algo que eu tenho que melhorar.


“Perfeccionismo não é o mesmo que se esforçar para fazer o seu melhor. Perfeccionismo não tem a ver com realizações saudáveis e crescimento. Perfeccionismo é a crença de que se nossa vida, aparência e atitude forem perfeitas, conseguiremos minimizar ou evitar a dor da culpa, da crítica e da vergonha. É um escudo. Perfeccionismo é um escudo de vinte toneladas que carregamos conosco pensando que irá nos proteger, quando, na verdade, é o que nos impede de decolar”. (Página 86).

Mas como tem tudo é perfeito, deixo uma dica: o melhor é lê-lo aos poucos, intercalando com outra leitura. Como o livro não tem uma história principal (são "só" fatos e etc), às vezes é fácil perder a concentração e a vontade de continuar lendo - por isso seria melhor ler um capítulo por dia, ou algo assim, até para absorver melhor as dicas.

A capa de “A Arte da Imperfeição” é muito linda, com cores chamativas e um desenho fofo. A revisão ficou ótima, e não há muita diagramação sobre a qual falar – nos começos dos capítulos tem desenhos de folhas pequenas e uma imagem ondulada, algo assim; bem bonito. O livro é fino, mas como eu disse no parágrafo acima, não é muito bom ler tudo de uma vez só. As páginas são amareladas, o que facilita a leitura e não faz com que meu olho doa. E a narrativa da Brené é boa, sempre simples e bem explicativa. Eu recomendo a leitura, vale a pena saber um pouco mais sobre nós mesmos, e o que podemos fazer para sermos pessoas melhores.


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E como sempre, agora é hora de sorteio. As regras vocês já conhecem, mas não faz mal ressaltar. Qualquer dúvida quanto ao formulário, se você ainda não o conhece, deixe como comentário, ou entre em contato comigo através das redes sociais ou e-mail do blog. Participem, comentem a resenha e divulguem bastante, ok? (:

Regras
  1. Seguir o blog através do Google Friend Connect;
  2. Ter endereço de entrega no Brasil.


Considerações Finais
  1. A promoção começa hoje, dia doze de Maio, e vai até sábado, dia nove de Junho;
  2. Postarei o resultado aqui no blog, e entrarei em contato com o (a) ganhador (a);
  3. O (a) ganhador (a) terá três dias (setenta e duas horas) para responder ao meu e-mail;
  4. Caso o (a) ganhador (a) não responda ao e-mail, farei um novo sorteio;
  5. O envio do kit ficará por minha conta, e eu enviarei em no máximo trinta dias após o recebimento do e-mail com o endereço do (a) ganhador (a).

Boa sorte, (:

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Resenha: 5º Cavaleiro

5º Cavaleiro, por James Patterson e Maxine Paetro
Clube das Mulheres Contra o Crime #5
Editora: Arqueiro
Páginas: 224

Quando a tenente Lindsay Boxer fica sabendo que 20 pacientes prestes a receber alta morreram de forma suspeita no conceituado Hospital Municipal de São Francisco, ela desconfia de que há algo errado. Será mera coincidência? Ou alguém anda tirando a vida de inocentes? Inconformados, os familiares das vítimas resolvem processar o hospital por negligência médica. Enquanto a cidade se prepara para um dos mais aguardados julgamentos de sua história, Lindsay e suas amigas do Clube das Mulheres contra o Crime têm um motivo pessoal para investigar o caso. A nova integrante do grupo, Yuki Castellano, teme que sua mãe, internada na UTI do centro médico, não saia de lá com vida. Numa corrida contra o tempo, Lindsay e Yuki percebem que não são bem-vindas pela diretoria do hospital, que pode estar tentando salvar sua própria reputação.


Às vezes sopra um mau vento.

Em “5º Cavaleiro” o perigo da vez é um assassino dentro do Hospital Municipal de São Francisco. Ele começou matando os pacientes que estavam na UTI, e depois passou a matar pacientes de outras alas, também. Ao mesmo tempo, várias garotas apareceram dentro de carros chiques; bem vestidas, maquiadas... E mortas. O que Lindsay Boxer, tenente do Departamento de Homicídios, poderá fazer para solucionar estes casos?

A vida não está fácil para os pacientes do Hospital Municipal de São Francisco. Muitos se recuperando de doenças e/ou cirurgias séries, outros passando a noite no hospital apenas para observação... Mas nenhum deles poderá escapar da mira do assassino, que não liga para idade, sexo ou cor de pele na hora de escolher suas vítimas. E no final de tudo, ele deixa uma moeda em cada olho do morto, cada uma com o símbolo da medicina: um caduceu.

Enquanto isso, o Hospital está sendo processado por vinte famílias, representadas pela advogada Maureen O’Mara. A acusação? Negligência médica. Cada uma dessas vinte famílias perdeu um ente querido, que morreu por ter sido medicado de forma errada. E qual a defesa do Hospital, sabendo que os remédios são controlados por uma base de dados informatizada, e que não podem ter sido prescrevidos de forma errada pelo próprio sistema?

Mas quando a mãe de Yuki, a nova integrante do Clube das Mulheres Contra o Crime, sofre um AVC e fica internada no Hospital Municipal, o caso vira pessoal. Lindsay tem que descobrir quem é o assassino e impedi-lo antes que ele mate mais gente; e Yuki teme que sua mãe seja uma das próximas vítimas. Mas como ter acesso ao Hospital, quando a diretoria do mesmo não quer nem pensar na  tenente rondando os corredores? A reputação tem que ser mantida, mas Lindsay não pode fazer o trabalho dela desse jeito. Como, então, ela descobrirá quem é o assassino?

“5º Cavaleiro” é muito bom! Eu não li todos os livros da série, então não posso dizer que é o melhor de todos, mas comparado a “4 de Julho” – que eu já adorei –, este volume é muito melhor. O James desenvolveu a narrativa muito bem, sempre colocando algo na estória para cativar a atenção do leitor, não deixá-lo se distrair do livro. As personagens são muito bem desenvolvidas, também. Por mais que a pessoa não tenha lido os outros volumes da série, dá pra ter uma boa conexão com a Lindsay e as outras mulheres do clube – e as outras personagens também, é que elas aparecem menos, haha.

O livro já se tornou favorito, e mal posso esperar para ler “6º Alvo”. Ah, e lembro que na resenha do volume anterior vocês perguntaram o porquê de “4 de Julho”, e eu não soube explicar. Bom, fiquei bem esperta e dessa vez eu entendi o porquê do título, mas não vou dizer exatamente o que é, para não perder a graça. Só adianto que tem a ver com a resolução do caso, ok?

Já consegui notar algumas semelhanças nas estórias desta série. Uma delas é que tem dois casos paralelos (sendo um mais importante, e o outro é resolvido primeiro) e um julgamento. Na última vez a julgada era a Lindsay; agora é o Hospital, que tem que pagar pelas mortes dessas vinte pessoas... Será que eles serão considerados culpados?

A capa é bem bonita, e tem a ver com a estória. Na diagramação não tem nada demais, é normal. O livro é dividido em partes, mas não cheguei a contar quantas. Os capítulos começam na mesma página dos anteriores. A revisão ficou muito bem feita, não achei nenhum erro (que eu me lembre). E o próximo volume, “6º Alvo”, já foi lançado aqui no Brasil. Mal posso esperar parar tê-lo em mãos e, claro, lê-lo.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Editora Alcantis – Lançamento de Maio

Oi gente ;D Post rapidinho, só para anunciar o lançamento da editora Alcantis para maio: Equinócios de Amor. É um livro que reúne vários contos, e foi organizado pelos escritores Roberto Laaf e Lycia Barros. Mais abaixo vocês conferem a sinopse, ficha técnica e informações sobre o lançamento, (:

Sinopse
Antologia que traz para o universo literário uma série de contos românticos inspirados no relacionamento humano romântico e apaixonado, produzidos por novos talentos da literatura nacional que demonstram, nesta linda obra, bastante personalidade com narrativas que encantam e emocionam o leitor.

O livro reúne contos que abordam questões como relacionamentos proibidos, paixão arrebatadora, destinos cruzados, entrega incondicional, mas também traz contos que discorrem sobre as oportunidades perdidas e os desdobramentos de um amor que não foi correspondido.

“Observá-la pela primeira vez, para Alessandro, foi como olhar um arco-íris de tons pastéis... Começou pelos cabelos, muito lisos, que caíam na altura do pescoço, sem tocar-lhe os ombros. Eram de um azul-turquesa a princípio duvidoso, porém deliciosamente excêntrico quando observado com calma.”

“Ao fechar a porta do carro, ainda encarando os castanhos  melancólicos, a jovem suspirou em derrota. Durante meses ela desejou reencontrá-lo para dizer que fizera falta, que o admirava, que aprendera a vê-lo mais do que um amigo. No entanto, agora, suas palavras em nada resultariam.”

Sobre a Antologia
Equinócios de Amor é a materialização de uma iniciativa que nasceu com uma proposta audaciosa, de exortar novos autores à criação de contos que permeassem a sensibilidade existente no relacionamento apaixonado entre duas pessoas, e que reuniu, após duas fases eliminatórias, considerando as regras de utilização da língua portuguesa e os seus aspectos técnicos, 14 encantadoras histórias criadas pelos autores eleitos:

Agatha - Alamanda - Alaor Rocha - Aline T. K. M.
Augustos Reis - Denise Smith - Francine Porfirio Ortiz - Maggie King
R. Artur Freire - Ren Deville - Ricardo Biazotto - Wellington S. O.

Ficha Técnica
Gênero: Contos/ Crônicas
Editora: Alcantis/APED
Ano: 2012 / 1ª Edição
Nº de páginas: 144
ISBN: 978-85-98792-35-4
Preço: R$ 19,90

Lançamento: 03/05/2012
A partir das 17h
Livraria da Travessa
Rua Sete de Setembro, nº 54
Centro – Rio de Janeiro, RJ

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E aí, gostaram? O livro parece ser muito bom, né? E pra quem mora no Rio de Janeiro, aí está a dica: dia três, lançamento na Livraria da Travessa. Pena que eu não posso ir, mas desejo muita diversão a todos que vão. E o livro já está na minha wish list, haha.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Resenha + Promoção: O Espião

O Espião, por Clive Cussler & Justin Scott
Isaac Bell #3
Editora: Novo Conceito
Páginas: 416
É 1908 e acumulam-se tensões internacionais enquanto o mundo caminha inexoravelmente para a guerra. Após um talentoso projetista de canhões de couraçados morrer em um aparente suicídio, sua filha, angustiada, recorre à lendária Agência Van Dorn para limpar o nome do pai. Van Dorn põe seu principal investigador no caso, Isaac Bell, que logo percebe que as pistas apontam não para suicídio, mas para assassinato. E quando se seguem outras mortes mais suspeitas, fica evidente que alguém — um ardiloso espião — está orquestrando a eliminação das mentes tecnológicas mais brilhantes... Mas isso é apenas o começo.

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Recebi “O Espião” da editora Novo Conceito, há um tempinho atrás. Quando comecei a lê-lo, confesso que não me interessei muito, e fiquei bem confusa com os termos para navios, e a agilidade com a qual a estória fluía. Logo em seguida tive que parar a leitura, e recomecei uns dias depois. Por causa disso, me senti um pouco mais confusa sobre a estória. Mas quando eu passei da metade do livro, não deu outra: me apaixonei pela astúcia de Isaac Bell, e por toda a trama montada por Clive Cussler e Justin Scott.

Em 1908, a corrida por couraçados estava cada vez maior. Guerras estavam em iminência, e cada país tinha que se armar da forma que podia contra os seus inimigos. E os Estados Unidos, que poderiam guerrear na água, tinham que pensar nos melhores navios de guerra possíveis. Levando em conta que a Grande Frota Branca não era considerada tão ‘grande’ assim, os couraçados tinham que ser os melhores.

Quando Arthur Langner, um dos melhores projetistas de canhões de couraçados, morre num plausível suicídio, sua filha, Dorothy, recorre à agência de detetives Van Dorn, alegando que seu pai não seria capaz de se matar. O detetive mais famoso da agência, Isaac Bell, entra no caso e procura pistas de um assassinato. E acha. Pistas de um assassinato muito bem tramado.

Logo após isso, outros dois homens muito importantes no desenvolvimento dos couraçados também morrem “acidentalmente”. E Isaac Bell presencia a morte de mais um (e definitivamente não foi um acidente). As suspeitas já estão firmadas: há um espião matando todas as mentes importantes para a Marinha dos Estados Unidos. Mas quem ele é? E como pegá-lo?

“O Espião” é aquele tipo de livro que começa lento, depois acelera um pouco, e enfim tudo começa a acontecer, e você não consegue mais parar a leitura. Como eu comentei no começo da resenha, fiquei um pouco confusa em relação aos termos usados, quem era quem e etc, mas aos poucos fui me acostumando aos diálogos cheios de informação, narrativa rápida e aos canhões, couraçados e etc.

O ponto forte do livro não é você descobrir quem é o espião. Isso é revelado rapidamente, acho que um pouco antes – ou logo após – a metade do livro (se não me engano). O legal mesmo é você descobrir sobre quem ele tem controle, porque ele está fazendo tudo isso, como ele começou todo o plano e etc. Ah, uma dica: coincidências nunca são coincidências, até que se prove o contrário.

A capa de “O Espião” é muito bonita, e tem tudo a ver com a estória. Não há muita diagramação dentro do livro, mas tudo bem, não era realmente necessário. O livro é dividido em cinco partes, sendo a última um epílogo – e eu adorei essa divisão, porque ela não serve só para dividir o livro; ela mostrou uma nítida mudança no rumo da estória. Eu adorei o livro, só não levou dez por esses momentos lentos e de confusão. Mas vale a pena comprar – ou participar da promoção, logo abaixo – e ler “O Espião”. A estória é muito boa e bem articulada. Parabéns ao Clive Cussler e ao Justin Scott.


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Agora vamos falar de coisa boa? Vamos falar de texpix promoção? Sei que todos vocês gostam, e eu enrolei demais com essa, né? Pois é, me desculpem. Mas enfim, aí abaixo estão as regras, o formulário e as considerações finais, naquele estilo que vocês já conhecem. Participem, e lembrem-se de comentar para eu saber se vocês gostaram da resenha.


Regras
  1. Seguir o blog através do Google Friend Connect;
  2. Ter endereço de entrega no Brasil;
  3. Preencher o formulário no Rafflecopter corretamente.

a Rafflecopter giveaway

 Considerações Finais
  1. A promoção inicia hoje e termina no dia 27/05;
  2. O sorteio é feito pelo próprio Rafflecopter, usando o Random.org;
  3. O sorteado terá três dias para me responder com o seu endereço completo;
  4. Eu enviarei o kit – que contem uma pasta "top secret" (estilo americano), o livro, um chaveiro com bússola e um marca-páginas – dentro de trinta dias;
  5. Caso o sorteado não responder, um novo sorteio será feito.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Resenha: 4 de Julho

4 de Julho, por James Patterson e Maxine Paetro
Clube das Mulheres Contra o Crime #4
Editora: Arqueiro
Páginas: 207

Lindsay Boxer é uma policial exemplar. Chefe do Departamento de Homicídios da Polícia de São Francisco, a tenente recebeu várias medalhas e menções honrosas durante seus 10 anos de serviço. Ao fim de um cansativo dia de trabalho, Lindsay se encontra com Claire Washburn e Cindy Thomas num bar. As três amigas compõem o Clube das Mulheres contra o Crime, grupo que tenta solucionar os casos ocorridos na cidade. Após alguns drinques, a tenente recebe uma ligação do inspetor Warren Jacobi. Ele acaba de localizar um veículo suspeito, visto na cena de um crime. Em poucos minutos Lindsay está no carro de Jacobi, cruzando a cidade na cola de um Mercedes preto. Depois de uma longa perseguição, a abordagem policial acaba fugindo do controle. Os dois adolescentes que estavam no carro reagem, descarregando suas armas contra a dupla de policiais. A tenente atira em legítima defesa, mas o resultado é uma menina morta e um garoto tetraplégico. Lindsay é acusada, entre outras coisas, de má conduta profissional e se vê num lugar que nunca imaginaria ocupar: o banco dos réus. Será o fim do Clube das Mulheres contra o Crime? A jovem advogada Yuki Castellano conseguirá provar a inocência da tenente? Enquanto aguarda o julgamento, Lindsay decide passar uma temporada em Half Moon Bay. Mas a pacata cidade vem sendo palco de crimes brutais e a polícia parece não fazer nada. Mesmo de licença e fora de sua jurisdição, a tenente resolve investigar os assassinatos, com a ajuda de Claire e Cindy. Para sua surpresa, ela encontra ligações entre aquelas mortes e um caso ocorrido 10 anos antes, que ainda é uma mancha em sua carreira.


Lindsay Boxer, como a sinopse diz, é uma policial exemplar. Quase sempre soluciona os crimes, tem boa conduta, é bem quista pelos parceiros... Até o dia dez de maio. Mesmo após seu expediente ter sido encerrado (e ela ter tomado duas margueritas), quando seu ex-parceiro, Warren, liga para ela e diz que tem uma pista sobre o último homicídio que estão investigando (e que praticamente tornou-se algo pessoal para a tenente), ela não hesita em acompanhá-lo na busca pelo suspeito principal do crime.

O carro, que está num bairro pobre e bem suspeito, logo é conduzido por dois adolescentes, que saem cantando pneus, tentando despistas os policiais. Após uma breve perseguição, um acidente acontece, e quando Lindsay e Warren tentam ajudar os adolescentes, um deles saca uma arma, e é quando a tenente atira em legítima defesa. O que pode ter sido o pior erro de sua carreira – apesar de que, se ela não o tivesse feito, provavelmente estaria morta, e seu companheiro também.

Quando o pai dos adolescentes, Andrew Cabot, abre um processo contra Lindsay, acusando-a de má conduta policial, pela morta de Sara e a paralisia de Sam (seus filhos), tudo que a policial pode fazer é tentar se defender, fazer o melhor que pode para ficar longe da mídia, e esperar pelo julgamento. E é tentando ficar longe da mídia que ela vai parar em Half Moon Bay, onde sua irmã mora. E onde estão acontecendo assassinatos misteriosos, cujos corpos das vítimas são assinados do mesmo jeito que um dos primeiros casos dos quais Lindsay foi encarregada no início de sua carreira – o do “Anônimo 24”, nunca resolvido, e que é uma ferida aberta até os dias atuais.

Talvez eu tenha me estendido demais tentando explicar a estória, e me desculpem por isso, mas eu simplesmente não sabia por onde começar. O livro, para resumir, é muito bom, cheio de acontecimentos, mistérios, reviravoltas, momentos tensos e dúvidas – e eu não consegui explicar como é ler tudo isso, haha.

James Patterson escreve muito bem. Já me tornei fã. E por mais que “4 de Julho” seja o quarto de uma série, isto não atrapalhou em nada o desenvolvimento da estória. Pelo o que eu entendi, lendo as sinopses dos volumes anteriores, apenas as personagens são as mesmas, pois as estórias dos livros não são contínuas – apenas alguns fatos aqui e acolá, que já haviam sido explicados nos outros livros da série. Bom, como eu falei, isto não me atrapalhou, em momento algum. Eu adorei a narrativa, que prende completamente o leitor; sem contar os mistérios introduzidos na estória – eu me enganava constantemente, tentando entender quem estava matando os casais em Half Moon Bay.

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa. Quando narrado em primeira pessoa, a voz é de Lindsay (na maioria das vezes). Mas alguns poucos capítulos contam o que os assassinos (sim, eles mesmos) estão fazendo, e são narrados em terceira pessoa. Fiquei muito surpresa com a revelação dos autores dos crimes, não esperava, em momento algum, por isso. É muita criatividade do James e da Maxine, co-autora apenas dos dois últimos volumes da série.

“4 de Julho” é um livro que com certeza vale a pena ser lido. Eu já estou querendo o quinto volume da série, também lançado pela Arqueiro, e vou solicitar o quanto antes. E comprarei, assim que possível, os três primeiros volumes, lançados pela Rocco. E se vocês, leitores, tiverem oportunidade de ler este livro, não a deixem passar! Estou avisando! Haha.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Resenha: Um Mundo Brilhante

Um Mundo Brilhante, por T. Greenwood
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336

Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu.


Ben Bailey acorda num dia qualquer, logo após uma nevasca ter atingido Flagstaff. Ele vai buscar o jornal no quintal da casa, mas o que ele acha, entre a neve, é o corpo de um jovem índio navajo, ensanguentado, sem roupas de frio – e quase morto.

Quando Ben vai ao hospital visitar Ricky, o índio, na UTI, conhece sua irmã, Shadi – como prefere ser chamada. Após a morte do garoto, Shadi convida Ben para o enterro do irmão, que acontecerá numa cidade próxima – e ele vai. E ele passa a se encontrar com a mulher mais frequentemente, porque ele não consegue esquecê-la. Mas o que ele não esquece, também, é que tem uma noiva em casa – Sara – esperando por ele, sempre.

Apesar de o noivado de Sara e Ben não estar em um momento bom, eles ainda tem um compromisso. Mas Ben não mais se importa – ele só consegue pensar na morte de Ricky, a injustiça de não investigarem o homicídio mais a fundo, sua aproximação com Shadi, suas dúvidas quanto a casar-se ou não com Sara, a morte de sua irmã Dusty e o vazio que ele vem sentindo desde então, apesar de isto ter acontecido quando ele ainda era uma criança. Quanto o casal se muda para Phoenix, perto dos pais de Sara - sendo esta sua cartada final, como fica implícito -, Ben vê-se num mundo que não parece ser o dele, e cabe a ele mudar o estado no qual ele se encontra; cabe a ele decidir se quer continuar vivendo “sem viver”, apenas deixando sua vida passar diante de seus olhos, sem fazer nada para mudá-la.

A leitura de “Um Mundo Brilhante”, como eu comentei nas redes sociais do blog, é rápida. Ela flui. A autora tem um talento para fazer-nos prestar atenção à narrativa, querer saber mais, nos envolver na estória. Mas ao mesmo tempo ela parece não saber ao que dar mais foco – à morte de Ricky, ao relacionamento de Ben e Sara, ao sentimento que Ben passa a nutrir por Shadi... Ela vai mudando o foco, hora falando sobre um, hora falando sobre o outro, e o leitor não sabe exatamente sobre o que ele quer saber mais – apenas que ele quer continuar lendo.

“Um Mundo Brilhante” é o tipo de livro que parece ser muito bom. Para mim, pelo menos. Parecia ter uma estória profunda, de superação, ou de descoberta, algo assim. Mas eu apenas conheci as personagens, conheci a estória, e não senti nada. Para ser justa, no começo eu senti raiva de algumas personagens, mas depois, nem isso. Todos tem “desculpas”, todos fizeram coisas boas e coisas ruins no decorrer do livro – o que faz com que eu, pelo menos, não consiga sentir nem pena, nem raiva, nem admiração... Nada. Por nenhum deles.

Acho que a Greenwood pecou no final, e bastante. O acontecimento não foi necessário, porque não mudou muito a vida das personagens principais – a situação já era ruim, piorar e melhorar só deixou-a do mesmo jeito. Eu definitivamente não gostei do final, porque para mim, ele ficou muito vago. Claro, uma decisão foi feita – Ben escolheu entre Shadi e Sara – mas não era só isso que importava, e eu acho que a escritora simplesmente esqueceu do resto.

O livro é dividido em cinco partes – Mundos Vermelho, Azul, Amarelo, Preto e Branco e Brilhante –, apesar de a última parte ser tão pequena que mal merece ser contada – mas é também a mais importante, então tudo bem, ganha credibilidade. A diagramação da Novo Conceito ficou show, e a capa é simplesmente linda, e tem tudo a ver com a estória. Eu encontrei alguns errinhos de tradução, mas nada muito constante ou que atrapalhasse a estória. Em resumo, o livro é bom, na média, mas não é “tudo isso”. Se tiver oportunidade de ler, leia; se não tiver, não está perdendo tanto assim.