quarta-feira, 4 de maio de 2011

Resenha: O Nome Deste Livro é Segredo

O Nome Deste Livro é Segredo
Pseudonymus Bosch,
Galera Record

Com uma capa fofa, um título instigante e uma sinopse misteriosa, O Nome Deste Livro é Segredo me conquistou na primeira olhada. Comprei ele por acaso, nem estava na minha “wish list” deste mês, mas não me arrependi nem um pouco, e recomendo muito esse livro.

A narração é feita em 3ª pessoa, e a história fala sobre Cassandra, uma “sobrevivóloga” – adorei o termo. Achei tão fofo, *-* - que está sempre preparada pra qualquer coisa, apesar de que nada do que ela “prevê” realmente acontece, rs. É que Cass tem mania de sempre achar que algo grandioso vai acontecer, mas bom, não é bem assim. Não até agora.

Em uma quarta-feira normal, no Corpo de Bombeiros – que na verdade é a loja dos seus “avôs” Larry e Wayne – é quando começa a história. Glória, uma amiga dos avôs de Cass, e também uma corretora de imóveis, traz alguns pertences da casa de um mago que morreu misteriosamente. Aparentemente, tudo muito normal. Até ser encontrada a Sinfonia dos Cheiros, uma caixa muito antiga, cheia de vidrinhos com pós. Tem de tudo lá dentro. E o melhor: cada cheiro significa uma letra ou palavra. Realmente como uma Sinfonia.

Cass acha estranho o modo como o mago morreu – em um incêndio que atingiu apenas a cozinha de sua casa – e quer investigar isso. Ela acaba conhecendo Max Ernesto, um garoto falador e que gosta de contar piadas, e os dois se tornam colaboradores. Juntos, eles vão até a casa do mago, e descobrem um caderno, ou melhor, um diário. O diário do mágico. E descobrem também que tem gente atrás desse diário, e atrás da Sinfonia dos Cheiros. São o Dr. L e a Srta. Mauvais.

A partir daí, várias coisas acontecem, e a história vai se desenrolando. Os personagens são muito cativantes, principalmente o Max Ernesto. Ele é um garoto bem lógico, tanto que chega a ser irritante. A história é mais voltada pro público infantil, em minha opinião, tanto pela narrativa quando pela idade dos personagens – 11 anos, ambos. Mesmo assim, não deixou a desejar pra uma adolescente – oi, essa sou eu, rs.

A diagramação do livro também ficou muito bem feita. Como falei no último Na Minha Caixa de Correio, amei a fonte de começo de capítulo. Além, também, de deixar o leitor fazer um “final alternativo” pra história. Ah, e o melhor de tudo: o Apêndice no final do livro. Ele mostra como fazer uma bússola, como desvendar códigos, além de outras coisas.

Enfim... Leitura rápida; foi metade do livro praticamente num dia só. A história é boa, os personagens são ótimos, e eu espero que a continuação seja lançada logo no Brasil, porque o final me deixou com um gostinho de ‘quero mais’. Super recomendado, não importa a sua idade.

Beijos,
Samantha.