Harry Potter #2
Editora: Rocco
Páginas: 252
A trama
de “Harry Potter e a Câmara Secreta” começa com o pequeno feiticeiro passando
as férias na casa de seus tios trouxas (não-bruxos) e sendo, como sempre, muito
maltratado. Seu aniversário de 12 anos é o pior de todos: ninguém o
cumprimenta, não ganha nenhum presente, nada. O garoto, órfão de pai e mãe,
chega a cantar Parabéns pra você baixinho como se quisesse, ele próprio, provar
que está vivo. Para piorar, os tios o prendem num quarto cercado de grades com
direito a apenas uma refeição por dia - que ele divide com sua coruja,
igualmente encarcerada numa gaiola. De repente, aparece um carro voador com
amigos feiticeiros que livram Harry Potter dessa amargura. Essa é apenas a
primeira cena em que Joanne brinca com situações-limite. (Fonte e resto da
sinopse: Skoob).
Calma!
Essa resenha não será tão grande quanto a de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”,
então não precisam se desesperar, hahaha. Prometo que serei mais sucinta, já
que expus minha opinião bem o suficiente na resenha do primeiro volume da
série.
Mas vamos
a “Harry Potter e a Câmara Secreta”, segundo volume de Harry Potter. É o primeiro verão de Harry com os Dursley após voltar da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ele está completando doze
anos, e seu aniversário (assim como seu verão) não poderia ter sido mais
miserável. Seus tios e seu primo não ligam para ele, seus amigos não lhe
mandaram cartas, e ele não tem sossego na casa dos parentes trouxas.
Em uma
noite especial, Harry recebe a visita de Dobby,
uma criatura muito estranha que ele descobre ser um elfo doméstico. Dobby veio avisar Harry que Hogwarts guarda muitos
perigos para o mesmo, e que ele não deve voltar à escola. O elfo também acaba
confessando, sem querer, que interceptou todas as cartas dos amigos do bruxinho.
A visita de Dobby acaba causando problemas a Harry, que acaba sendo trancafiado
no seu quarto no segundo andar, com direito à grade na janela e tudo.
Harry pensa que não terá mais chances de
voltar à Hogwarts, mas um carro voador (dirigido pelos Weasley) aparece em sua
janela, e o garoto é resgatado e levado à Toca,
casa dessa família ruiva. Resultado: Nosso bruxinho querido volta pra escola de
magia. E Dobby estava certo, perigos rondam o castelo neste ano. A Câmara
Secreta, que abriga um monstro misterioso capaz de petrificar (e matar) pessoas
apenas com um olhar, foi aberta, e os estudantes acabam achando que Harry foi o
responsável por isso – tadinho, tudo é sempre culpa dele. O garoto deve achar a
entrada para a Câmara, pois senão vidas inocentes serão perdidas (inclusive a
de sua amiga, Hermione), e a escola, seu refúgio, deverá ser fechada.
Pois é,
algumas informações foram deixadas de fora do meu “resumão”, mas eu prometi ser breve, certo? No segundo livro da
série, Harry consegue se meter em mais encrencas do que no volume anterior –
parecia impossível, né? Hahaha.
J.K.
Rowling mais uma vez leva o leitor à loucura, mudando o rumo dos acontecimentos
a cada capítulo, nos deixando sem saber o que pensar e em quem acreditar. Parte
do passado de Lord Voldemort é revelada, e nós começamos a entender melhor a mente do inimigo mortal de Harry. Há um "mix"
maior de personagens, mas sem nunca perder o foco no bruxinho pré-adolescente
propenso a se meter em confusões.
Como eu
falei na resenha do volume anterior, não é difícil entender porque tantas
pessoas gostam de Harry Potter. O
livro pode até ser infanto-juvenil, mas a estória é tão legal que encanta a
quase todos que lêem. O leitor se apaixona por Hogwarts, o mundo bruxo e suas
peculiaridades, e sonha em receber uma certa
carta entregue por uma coruja. Rowling encerra aquele ano de Harry, mas
deixa o futuro dele em aberto, para que você fique doidinho para ler o próximo
livro – e olha, dá muito certo!